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  • Henrique Correia

"O apoio a Rangel, na Madeira, foi assumido pelo núcleo duro, renovadinho e trapalhão"


A declaração é de Jardim, que escreve ainda: "Rangel rejeitou qualquer entendimento com o PS (mesmo sem Costa). O que, colonialista, impede a revisão constitucional indispensável à Madeira".




Alberto João Jardim admitiu, publicamente, que as suas intervenções, mesmo na reforma, continuam a somar inimigos, dentro e fora da Madeira e até no próprio PSD. Uma declaração que surge no âmbito de uma publicação relacionada com o apoio a Rui Rio na disputa interna do PSD contra Paulo Rangel, que se encontra na Madeira em campanha. Por isso, é muito atual um artigo escrito no JM sobre o assunto, também publicado na página pessoal do Facebook.

Jardim escreveu que "mesmo retirado da Política activa, conforme tempo e calendário impostos a mim próprio, como cidadão intervenho quando entendo ser um Dever para com o Povo Madeirense, e não para agradar alguém ou o Partido a que pertenço".

Admite que essa posição "continua a propiciar inimigos dentro e fora da Madeira, e até no próprio PSD. O que não me abala, dados os Amigos que vou acrescentando e, sobretudo, graças ao reconhecimento democrático que vou encontrando na maioria do Povo Madeirense.

Vivo feliz e em paz".

O presidente honorário do PSD-M sublinha que "Rui Rio é um Companheiro desde a fundação do PSD, sempre na linha ao Centro social-democrata definida por Sá Carneiro. Foi Secretário-Geral do Partido quando Marcelo presidia, e eu vice-presidente. Nas suas convicções democráticas, nunca foi atraído pela partidocracia e pelos jogos dos “interesses”, pessoais ou de grupos (como a maçonaria), no que também nos identificamos. Daí Rui Rio não subordinar o Interesse Nacional às sucessivas, pontuais e tantas vezes inúteis lutas partidárias. Nem subordinar o Interesse Nacional aos lóbis de várias naturezas, nem às pessoas que estão à espera que o PSD alavanque as respectivas ambições ou jogadas.

Por experiência própria, sei que isto não nos torna populares ou “simpáticos” dentro da organização partidária".

Jardim diz que "a prioridade é derrotar o colaboracionismo comunistas-socialistas que sonha transformar Portugal numa Venezuela da Europa. Mas, atenção!

Para o PSD, mais uma vez, conseguir retirar Portugal de um novo pântano socialista, tem de ganhar as eleições no País".

O escrito fala do outro candidato, Paulo Rangel: "Não é preciso ser um Prémio Nobel para perceber que a viragem à “direita” que Rangel e outros pretendem, nunca, mesmo junta toda essa “direita”, por si só conseguirá a maioria necessária.

Razão porque as televisões controladas pelo Costa, especialmente “comentadores” tachistas, fazem uma campanha pró-Rangel, para que tudo fique na mesma.

O Povo soberano, quando escolhe um Primeiro-Ministro, não considera só o Partido que o propõe. Sobretudo analisa o perfil do candidato, inclusive o pessoal. Em termos de representar o País e a ele, eleitor".

Jardim escreve, ainda, que na tv, "Rangel rejeitou qualquer entendimento com o PS (mesmo sem Costa). O que, colonialista, impede a revisão constitucional indispensável à Madeira. E, ao radicalizar Portugal em dois blocos, tenta arrasar o Centro político e a Classe Média.

Mais. O apoio a Rangel, na Madeira, foi logo assumido pelo núcleo duro, “renovadinho” e trapalhão que “mandava” nas estruturas partidárias internas precisamente nos Municípios onde, nas eleições autárquicas da Madeira, o PSD não ganhou.

Núcleo ligado à facção do Passos Coelho que provocou fracturas internas no PSD/Madeira, quase nos levando à derrota.

Cuja recuperação, apesar do esforço de tantos Militantes, não está ainda completa.

Não estraguem mais, por favor!…"



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