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  • Foto do escritorHenrique Correia

O círculo único já deu três maiorias absolutas ao PSD





Miguel Sousa volta a arrasar liderança de Jardim, pede "caça às bruxas" para investigar quem votou no JPP, mas também chega um "cheirinho" a Miguel Albuquerque: "Não me revejo nesta negociação absurda".



Miguel Sousa diz que o "criador" quer destruir a "criação".


A questão do círculo eleitoral único, em vigor desde 2007 na Região, tem sido alvo de debate e crítica por parte do antigo vice presidente do Governo e da Assembleia, que vem acusando Alberto João Jardim de ter decidido o círculo único numa espécie de enquanto criador poder matar a criação, ou seja deixar um caminho mais difícil para quem viesse a seguir, que foi precisamente Miguel Albuquerque, com o chamado movimento "renovadinho", que acabou, numa primeira fase, por expurgar tudo o que "cheirasse" a Jardim, mas num segundo ou terceiro momentos chamando alguns desses "afastados cirurgicamente", que ainda andavam por aí de olho nas "migalhas políticas", que correram tão rápido quanto foram expulsos pela "nouvelle vague" mas saídos da mesma "criação", mais ou menos os novos dos velhos.

Acontece que esta questão do círculo único tem muito que se lhe diga. E de facto, relativamente ao último ato eleitoral para as Regionais, se a eleição fosse por circulos concelhios, como era antes de 2007, o PSD não precisava deste trabalho todo e tinha maioria absoluta com 26 deputados. Uma realidade que fez Miguel Sousa voltar à carga contra Alberto João Jardim escrevendo que Jardim negociou o círculo único sabendo que ia prejudicar o seu partido.

O antigo vice presidente do Governo e da Assembleia diz que "há uma tentativa para destruir o PSD Madeira" e também diz que "é obrigação do partido investigar essa situação", bem como avaliar o que afirma ser "suspeita orientação de, tanto os ressabiados como os anti renovadinhos votarem no JPP". Ou seja, Miguel Sousa defende uma "caça às bruxas" no PSD Madeira como forma de dar "equilíbrio emocional para continuarmos a união dentro do PPD/PSD, acreditando na lealdade dos que, por opção pessoal, não votaram em Miguel Albuquerque. Ignorar é trair os estatutos". 

A opinião de Miguel Sousa passa por saber quem orientou, no PSD, o voto no JPP, sublinhando que o JPP fez pouco para ter tantos votos e deputados, só podia ser pelos votos dos dissidentes do PSD. Por acaso, Miguel Sousa está a ignorar o trabalho do JPP na oposição, foi a oposição mais incisiva ao PSD, a que "mordeu" efetivamente os calcanhares por comparação às "cócegas" do PS. 

Miguel Sousa, um homem de Jardim e, agora, de Albuquerque, lembra os saneamentos, as expurgas da liderança anterior, certamente abrangendo o período em que esteve no Governo e nos órgãos do partido, na aaltura provavelmente movido pelo recato (não era propriamente p seu forte) da disciplina partidária que agora pede para vigorar no PSD-M. "Nem dava para pensar em voz baixa", diz Miguel Sousa, que dá nova "alfinetada" em Jardim: "Ler o X faz mexer cemitérios de militantes leais, honestos, humildes e anónimos".

Mas mesmo apoiando Albuquerque, Miguel Sousa não se revê nesta negociação "absurda" pela viabilização do Governo, escreve no Diário que "não há disto em qualquer lado", uma espécie de "especificidade da nossa madeirensidade". E mesmo assim, com cedências sem limites, quase não se conseguiam apoios".

Mas voltando ao círculo único, um dos grandes males apontado a Jardim, é preciso que se diga, por também ser tão verdade como os delitos de opinião, que depois da entrada em vigor, em 2007, o PSD já conquistou três maiorias absolutas em eleições regionais, designadamente duas com Alberto João Jardim (2007 com 33 deputados, percentualmente o segundo melhor resultado da governação de Jardim,  e 2011 com 25 deputados) e uma com Miguel Albuquerque (2015 com 24 deputados, o melhor resultado de Albuquerque, que depois disso desceu).

O problema é que o PSD, apesar de se manter vitorioso, não obstante o desgaste dos casos judiciais, tem vindo a perder votos nas sucessivas eleições, que não se deve exclusivamente ao círculo único, mas a uma erosão governativa natural e uma divisão interna clara, o que de resto foi expresso nas últimas eleições internas, onde Albuquerque ganhou mas com pouca vantagem. Uma vitória é uma vitória nem que seja por um, tem legitimidade de liderança. Mas o que não se pode fazer nem insinuar é que o meio PSD que não votou Albuquerque votou no JPP. A menos que Miguel Albuquerque queira liderar meio partido e ignorar o resto, o que pelas escolhas governamentais pode ser o caso.

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