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  • Henrique Correia

"O Governo da República devia ajudar e não sufocar, ainda mais, os Madeirenses"


A acusação é de Sara Madruga da Costa, deputada do PSD, criticando "um corte inadmissível de 15 milhões de euros" no Orçamento de Estado para a Madeira.


“Este Orçamento do Estado é mau, lesa a Madeira e ainda assume um corte inadmissível de 15 milhões de euros”. Foi assim que a deputada Sara Madruga da Costa reagiu ao OE depois de uma reunião com o secretário regional das Finanças.

"Existem razões suficientes para considerarmos este Orçamento do Estado como um Orçamento que é prejudicial e lesivo aos interesses da Madeira e é lamentável que, para além de não conter aquelas que são as principais reivindicações da Região, esta proposta ainda assuma um corte, na ordem dos 15 milhões de euros, nas transferências orçamentais, sem qualquer compensação, numa altura em que o Governo da República devia ajudar e não sufocar, ainda mais, os Madeirenses" afirmou a deputada.

Sara Madruga da Costa que encara este corte de 15 milhões de euros “inadmissível e bastante injusto”, numa altura de suposta recuperação económica, numa postura que é, no seu entender, bem reveladora da falta de sensibilidade e de solidariedade do Governo central para com a Região. “O Governo da República, em vez de compensar as Regiões Autónomas pelo esforço financeiro que estas assumiram para fazer face ao COVID-19, vai no sentido oposto e aquilo que se esperava não era um corte, mas, sim, uma compensação, que seria da mais inteira justiça”, disse.

Para além deste corte nas transferências orçamentais, a deputada eleita pelo PSD/Madeira à Assembleia da República afirma que os problemas nesta proposta do Orçamento do Estado “não se ficam por aqui”, refere um texto publicado nas plataformas digitais do partido.

“Temos uma proposta de Orçamento que não clarifica o montante do cofinanciamento do novo Hospital da Madeira – uma novela que tem decorrido ao longo dos últimos seis anos e na qual continuamos com dúvidas sobre se o Governo da República vai ou não cumprir com a sua palavra na comparticipação de 50% para a construção do novo Hospital – e que ignora, infelizmente, por completo, matérias importantíssimas para a Madeira que se arrastam há vários anos”, frisou a deputada.

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