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  • Foto do escritorHenrique Correia

O mercado imobiliário na Madeira está totalmente focado nos estrangeiros



PAN reuniu com agentes imobiliários e Arquitetos.




O grupo de trabalho do PAN para as questões do Urbanismo e Habitação anunciou ter reunido com Agentes Imobiliários e Arquitetos para melhor compreender a evolução do mercado regional, tendências e perspetivas e para auscultar a possibilidade de transformarmos algumas das zonas mais degradadas da cidade em zona mais familiares e comunitárias.

É percetível para todos que o mercado da habitação na Madeira vive uma tempestade perfeita alimentada por uma subida contínua dos preços das casas e apartamentos, pelas altas rendas e pela escalada das taxas de juro. Para os proprietários de imóveis, estes dados são bem recebidos, pois traduzem-se numa valorização do seu património imobiliário. Porém, para quem procura casa as dificuldades não param de aumentar, principalmente para os jovens.

"Todos têm direito à habitação, para si e para a sua família, independentemente da ascendência ou origem étnica, sexo, língua, território de origem, nacionalidade, religião, crença, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, género, orientação sexual, idade, deficiência ou condição de saúde." E esta é uma responsabilidade do estado, garantir que todas as pessoas tem este direito básico assegurado, tal como está consagrado na nossa constituição. Quando se fala de Estado, é no seu todo, Governo Nacional, Regional e Autarquias, sem empurrões e falsos moralismos.

Com a crise habitacional que se atravessa, aliada à inflação geral dos preços e sendo a Madeira a Região com o maior índice de pobreza, com uma economia assente nos baixos salários não podemos ficar indiferentes ao drama que é para as jovens famílias não ter dinheiro para comprar ou até alugar uma casa condigna.

O mercado imobiliário na Madeira está totalmente focado nos estrangeiros, pois só estes é que conseguem pagar os valores exorbitantes exigidos para compra de habitação. Pior, é a quantidade de licenciamentos passados pelas Câmaras Municipais da nossa região, muitas de um dia para o outro, para a construção de moradias de luxo que, para além de descaraterizarem as nossas paisagens, apenas são construídas única e exclusivamente para estrangeiros. Muitos madeirenses esperam meses, ou até anos para que os seus projetos de construção possam ser aprovados pelas câmaras, enquanto, para as grandes construtoras, até os PDM’s são  suspensos para que possam construir o desejado.

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