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  • Henrique Correia

"O problema da Aquacultura é só estético; não polui o mar e não destrói ecossistemas"


A garantia é de Miguel Albuquerque com base na Ciência: "Está cientificamente mais do que provado que é feita de forma sustentável e amiga do ambiente".




Tanta polémica à volta da Aquacultura e das jaulas na Ponta do Sol, na Calheta ou no Caniçal, para numa sessão de abertura do maior evento científico e técnico promovido anualmente no continente europeu, Aquaculture Europe 2021, o presidente do Governo Regional afirmar, com recurso à Ciência, que "a aquacultura não é um sistema predatório do ambiente, mas antes uma forma de preservar os ecossistemas marinhos, garantindo, simultaneamente necessidades alimentares da Humanidade de forma saudável e segura".

Sob o lema, Um Mar de Oportunidades, a iniciativa da responsabilidade da Sociedade Europeia de Aquicultura, junta no Funchal até ao próximo dia 7 de outubro cerca de 1.200 cientistas, investigadores, industriais e operadores do setor.

Albuquerque recordou a "aposta da Madeira na aquacultura remonta a meados dos anos 90 do século XX, não só com a instalação do projeto piloto na Baía de Abra, Caniçal, mas também com o centro de investigação na Calheta, hoje prestigiado, que tem permitido o estudo e a produção de conhecimento científico ao longo das décadas.

Nesta iniciativa, como refere uma nota publicada nas plataformas digitais do Governo, o líder do Executivo admite que "a instalação de estruturas para a aquacultura pode ferir a sensibilidade estética, mas não mais do isso. Não se pode dizer é que a aquacultura polui o mar. Não é verdade”, disse Miguel Albuquerque. Que destrói os ecossistemas marítimos. Não é verdade. E está cientificamente mais do que provado que é feita de forma sustentável e amiga do ambiente”, continuou.

Albuquerque indicou que a Região procura na Europa soluções técnicas/tecnológicas que ponham em causa a questão estética, lembrando que a aquacultura é uma das indústrias que mais cresce no mundo, sendo que atualmente a Região produz cerca de 1200 toneladas, gerando 6 milhões de euros e postos de trabalho.


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