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  • Duarte Azevedo

O ridículo silêncio dos clubes...


...até um dia os patrocinadores protestarem


O Sporting CP resolveu protestar a situação vivida por dois dos seus jogadores relativamente a casos 'positivos falsos' de COVID não falando após a vitória sobre o FC Porto no jogo da Taça da Liga. O que vai valer uma multa acima dos 5 mil euros. O que denota, desde logo, uma péssima gestão financeira, mas o que aqui se realça é que o único efeito desse estúpido protesto foi esse mesmo, o da multa... Um valor que deveria ser, aliás, substancialmente acrescido pois não faz qualquer sentido esse silêncio que prejudica, e muito, os patrocinadores. Não só da prova como do clube.

Na Madeira há situações semelhantes que não têm qualquer cabimento. Marítimo e Nacional, por exemplo, não divulgam a lista dos jogadores convocados para cada partida. Essa escusa - também comum a alguns clubes continentais -, interessa a quem? Aos adversários não é certamente...

Aliás, tal prática começou por ser implementada nos alvinegros no tempo de Costinha e a equipa desceu de divisão... Ou seja, tal não ganha (nem perde) jogos. Só que é uma falta de respeito para com os adeptos em primeiro lugar, para os sócios, para a informação, para o futebol em geral. Os clubes não podem estar escancarados nem serem uma sociedade secreta. A informação deveria ser uma questão de honra! O que impediria algumas situações dúbias, várias críticas e possibilitaria uma mais salutar convivência com os adeptos.

No caso do Marítimo acresce que nem conferências de imprensa são realizadas durante a semana anterior ao jogo. O treinador apenas fala no pós-jogo. O técnico, ou um qualquer jogador, teria algo importante para comunicar no pré-jogo? Pode ser que sim, pode ser que não mas isso não colide com a enorme importância de algo ser transmitido aos adeptos por intermédio da comunicação social. Pontualmente ainda se perceberá, agora sendo uma norma...

É que aqui entra um outro pormaior: a questão dos patrocinadores. Que, desse modo, deixam de ter visibilidade, deixam de aparecer. E os patrocinadores se dão alguma coisa, terão de ter algo em troca. E sabe-se que uma imagem só que seja, vale muito. Por vezes parece que esses tais patrocinadores não se interessam por... aparecer. O que é um enorme contrassenso. Se calhar até um dia, até ao dia em que os patrocinadores derem o... grito!

No caso maritimista acresce outra situação caricata: não são promovidas conferências de imprensa com atletas mas não há semana em que um, ou mais, brasileiro não fale à sua assessoria. Palavras que aparecem primeiro no Brasil e depois são replicadas por cá. Aqui sim, quase sempre com frases fabricadas, sem muito ou nada esclarecerem.

Enfim, repete-se: total falta de respeito pelos adeptos, pela informação, pelos patrocinadores e, até, pelos próprios profissionais de futebol.

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