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  • Henrique Correia

O risco do Porto Santo está nos visitantes regionais; delegado de Saúde avisa



Rogério Correia alerta quando se prepara o recomeço das viagens do Lobo Marinho: controlo de entradas dá garantia de 80%, máximo 90%. A percentagem que escapa é de 10/20%




O delegado de Saúde do Porto Santo não põe aquilo a que podemos chamar de "panos quentes" no quadro pandemiológico na ilha. Fala claro e não tem dúvidas em alertar a população e afirmar que o problema não está dentro, mas sim fora, de quem visita e que vem de zonas de maior incidência da doença. E nem são os turistas, esses têm poucos contactos, não têm família cá, o problema está nas viagens entre residentes na Região, que têm a rede de contactos montada.

Rogério Correia explicou, à Rádio Praia, que "o Porto Santo não deve abrir o que é aliciante, o que eventualmente chama visitantes, não nesta fase, o comércio não deve abrir para sua própria proteção". Lembra que, em janeiro, "a ilha passou de 0 para 46 e não foi por acaso. O Porto Santo está bem, neste momento, tem apenas um caso que deverá estar recuperado nos próximos dias, um viajante que foi detetado num teste ao quinto dia. Mas não vale a pena embandeirar em arco, o problema está nos que entram e se não tivermos cuidado voltamos ao mesmo".

O médico faz estas recomendações num momento em que está anunciado o regresso do Lobo Marinho às viagens, a 1 de março, com a obrigatoriedade de apresentação de teste à chegada à ilha. Mas outro problema, refere o clínico, é que "o controlo de entradas dá garantias de 80%, no máximo 90%, sendo que há entre 10 a 20% dos casos que nos escapam. O teste ao quinto dia pode dar negativo, há casos positivos depois do quinto dia".

Recorde-se que o Governo já decidiu que "os passageiros que embarquem no Porto do Funchal com destino à Ilha do Porto Santo devem ser portadores do teste PCR de despiste da infeção por SARS-CoV-2, com resultado negativo, realizado no período máximo de 72 horas anteriores ao embarque.

Com as seguintes exceções:


a) Crianças até aos onze anos de idade;

b) Viajantes que sejam residentes na Ilha do Porto Santo e que regressem à Ilha dentro do prazo dos sete dias, uma vez que farão teste PCR no 5º dia após o desembarque, garantindo até lá o seu isolamento profilático;

c) Viajantes que estejam munidos de documento médico, emitido nos últimos 90 dias, que certifique estarem recuperados da doença COVID-19, ou de documento que ateste terem sido vacinados contra a COVID-19.




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