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  • Henrique Correia

Obras do hotel Barceló: "Um estaleiro "legal" que ocupa 90% da passagem da rua"



Esta reação é do Mini Eco Bar que publicou um vídeo dos constrangimentos na Rua da Alfândega "ocupada". Veja o vídeo https://fb.watch/6bwvu40Ndt/







O investimento é grande, a conjuntura é difícil, o poder económico "mete primeira" e as entidades rolam em "ponto morto". As obras do Barceló Funchall Oldtown, um investimento estimado em 25 milhões de euros que aposta em dar nova vida ao centro da cidade, no quarteirão entre a Rua da Alfândega e dos Aranhas, estão a provocar grandes constrangimentos aos espaços de restauração que procuram fazer negócio naquelas artérias e muitos não tiveram outra solução que não fosse o encerramento por alguns dias. Primeiro, parados pela pandemia, agora parados pelo pó, pelas máquinas e pela falta de espaço para circular, como denuncia um vídeo publicado pelo Mini Eco Bar, com o seguinte texto:

"Rua da Alfandega no seu melhor!

Informamos que apenas se pode transitar nessa arteria se tivermos de dieta e mesmo assim temos que passar de lado!!!

Mantêm-se a vergonha à de todos nós, um estaleiro "legal" que ocupa 90% da passagem da rua.

Mobilidade reduzida e carrinhos de bebes que deem a volta sff".

O recém aberto restaurante Taberna da Sé, também uma aposta da restauração que valoriza a cidade, de um empresário que já era proprietário dos Sabores Alentejanos, na Rua da Carreira, foi obrigado a fechar, anunciando que vai prolongar o encerramento até 21 de junho devido às obras do hotel.

Trata-se de uma situação que tanto o investidor como as entidades licenciadoras devem atender às consequências que as obras para este empreendimento importante têm nos restantes espaços importantes para a cidade e que já ali estavam, apelando-se a uma intervenção de equilíbrio que possa conciliar o investimento e o funcionamento do que está à volta ou a compensação e explicação, à sociedade, sobre a necessidade de obras e interrupção das ruas.

Este investimento do Barceló é uma aposta do empresário Anacleto Teixeira, natural do Faial, que seduziu o grupo Barceló, grupo espanhol que para além de se dedicar à exploração do hotel com 111 quartos quis tornar-se acionista do projeto.

O contrato da empreitada foi entregue à Tecnovia, que ganhou o concurso, sendo que foi o arquitecto madeirense Marco Ascensão a definir o projecto que mantém toda a envolvência do quarteirão, as fachadas e as lojas tradicionais e que reabilita sete prédios da baixa. "Cabe ao grupo espanhol desenhar, decorar e equipar todos os espaços interiores, num espaço que terá um auditório com uma capacidade para 150 lugares. Uma sala de convenções que já tem nome, refere uma notícia do DN.

“Por exigência minha vai chamar-se auditório Renny Xavier Teixeira”, confidencia Anaclet Teixeira, que em mais um gesto perpetua a memória do filho que, em Dezembro de 2016, com 25 anos, foi baleado mortalmente em Caracas", pode ler-se numa nota publicada pelo Turismo, com base numa notícia do Diário, na altura que o vice presidente do Governo e secretário Eduardo Jesus visitaram o local.


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