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  • Henrique Correia

Operadores recorrem à Iberia e à SATA para o Porto Santo; TAP põe-se de fora


A Iberia vai assegurar, entre 9 de junho e 10 de outubro, voos semanais

para Porto Santo, com partidas aos domingos de Lisboa e do Porto.



Operadores preparam férias mas não podem contar com a TAP


Os operadores turísticos já se posicionaram relativamente às férias do próximo verão, para Porto Santo, mas não vão poder contar com a TAP, uma empresa dita de "bandeira", que está em profunda reestruturação, em período de incerteza, e decidiu colocar-se de fora dessa operação de "charters", o que, desde logo, já obrigou ao recurso a outras companhias, como a Iberia e a SATA.

Num contexto onde as expetativas de abertura de mercados são grandes, face ao processo de vacinação que, dependendo dos resultados obtidos, poderá originar o regresso das viagens para destinos tradicionalmente mais procurados, os operadores turísticos posicionam-se para definirem o verão e os destinos, mas debatem-se com um problema chamado TAP, não só pelos naturais reflexos da paragem, mas pela convulsão interna resultante da reformulação da empresa para um universo mais reduzido e racional, dizem.

Destinos como a Madeira, enquanto Região com histórico turístico reconhecido, são preparados atempadamente pelos operadores, sendo o Porto Santo um destino a merecer a atenção especial dos operadores, até pelo facto de se manter, em matéria Covid-19, numa zona relativamente livre da doença, em função do período em que se encontra sem registos de casos.

O jornal Expresso revela que "entre 9 de junho e 10 de outubro, a Iberia irá assegurar voos semanais

para Porto Santo, com partidas aos domingos de Lisboa e do Porto.

Também para Porto Santo, a Sata irá assegurar voos semanais de Lisboa e

Porto entre 29 de maio e 9 de outubro".

Esta informação adianta que "a TAP

decidiu não participar, assumindo ter como prioridade Cancun, no México, para onde vai pela primeira vez fazer ligações diretas, que começam este sábado, 27 de março".

Esta realidade, num momento em que os destinos turísticos portugueses sentem a urgência de uma retoma com resposta dos circuitos e agentes envolvidos, surge num momento em que a TAP está em processo de reestruturação, dispensando trabalhadores e rotas, com naturais dificuldades de resposta para as operações regulares, face ao reposicionamento no mercado, o que faz com que esteja a tomar opções no sentido de ficar de fora do mercado "charter".

O Expresso também revela que "para a TAP, janeiro e fevereiro revelaram-se desastrosos. No mês passado a companhia fez mil voos, um terço do que tinha feito no mês anterior. A atividade da transportadora está abaixo dos 10% em relação aos tempos de pré-pandemia, estando os seus principais mercados - Brasil e América do Norte - praticamente fechados".


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