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  • Duarte Azevedo

Os milhões de euros de 'direitos televisivos' em Espanha

Centralização proporciona verbas interessantes


...Que diferença existe em relação ao futebol português! É isso, os dinheiros que os clubes de futebol das principais Ligas, portuguesa e espanhola, recebem de direitos televisivos diferem bastante.

Desde logo realidades distintas que têm a ver com a 'centralização dos direitos televisivos' que existem em Espanha e em Portugal não. Aliás, no 'país vizinho' tal decisão, advinda do Decreto Real 15/2015 que determina como essa verba é distribuída, é rotulada de 'decreto que tirou o futebol da ruína'.

Em termos resumidos, temos que La Liga distribui o lucro líquido, ou seja, os custos de gestão e marketing são subtraídos da renda bruta, sendo que desse montante, os clubes da Primeira levam praticamente todo o bolo: 90%. Quando se trata de dividir entre os 20 clubes de Primeira, 50% são divididos igualmente. Em seguida, 25% é de acordo com a classificação final da prova - valorizando-se as cinco temporadas anteriores e cada posição e cada temporada tem uma percentagem. Ser o primeiro vale 17% e o último 0,25%.

Por fim, os 25% restantes são divididos de acordo com o conceito que é apelidado de 'implantação social'. Aqui há dois critérios: um terço consoante o número de sócios; os dois terços que faltam dependem da contribuição de cada clube para gerar valor aos direitos audiovisuais: audiências, coeficientes de correção e formas de responder ao público de acordo com os horários.

Como curiosidade, aponte-se que o Barcelona é, novamente, o que mais recebe dinheiro, com 165 milhões de euros, à frente do Real Madrid, que mantém 156,2. Já, a grande distância, o Atlético de Madrid fica com 124,2 passando-se para o Valência, que recebe 82,2 milhões. Os que menos recebem são os recém-promovidos Elche com 6,7 milhões e Cádiz com 7,4. Em contrapartida, o Mallorca recebe 43,1, por ter estado na I Divisão na pretérita época.

De notar que a pandemia também afetou as receitas televisivas dos clubes espanhóis, recebendo 2,3 milhões de euros a menos.

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