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  • Henrique Correia

Os "Rambos" de verão em "tom menor" no Porto Santo

Na vida não vale tudo. Em qualquer idade. É preciso ir dizendo isso a quem não sabe.



O Porto Santo já era ilha verde nas férias de verão. Tem praia, tem tudo. Este ano, é mais

verde por não ter casos de Covid-19, uma circunstância que potenciou ainda mais o destino e relançou-o para um patamar de visitas que deve estar a andar pelos melhores anos, se não ultrapassou mesmo. Porto Santo como sempre e este ano seguro da pandemia. Não podia ser mais atrativo. E ainda bem, as férias cá dentro ajudam os comerciantes, apoiam a economia e permitem lançar um olhar para fora e ver que a Região, no seu todo, é de confiança, pelo que tem e pelo que fez em contexto pandémico. E isso era suficiente para deixar a Ilha, que é também dourada, com um avanço de protagonismo para o futuro, mesmo que relativamente aos continentais os preços das viagens aéreas, em agosto, sejam escandalosos.

Mas aquilo que o Porto Santo não precisava mesmo era dos "rambos" de verão em tom menor. Menores de idade, menores de mentalidade, menores de raciocínio, menores na falta de educação que a menoridade dos adultos moldou por inércia. O Porto Santo não precisava disto, não precisava da falta de orientação desta gente. Precisava, isso sim, que os pais tomassem conta dos filhos, que os meninos, sendo menores, não fossem comprar viagens para irem sós, à deriva, como se de um convite se tratasse e com "passaporte" para tudo e mais alguma coisa, para o vandalismo, para desassossegar quem estava sossegado no destino "verde", que passou a "vermelho" de imagem num abrir e fechar de olhos. Vídeos, fotos, quais "Stallones improvisados" na vida real, foram parar ao mundo, o mundo que soube do Porto Santo destino de ouro e também viu o Porto Santo destino de pancadaria e destruição em noites consecutivas. Tanto trabalho para pedirmos férias cá dentro, seguras em várias vertentes, para depois dar nisto.

Não sou dos que acham que se deve generalizar. Nada disso, há jovens responsáveis, há até menores responsáveis, inclusivé mais do que alguns adultos, mas a verdade é que existe uma faixa, que até pode ser aquela que por variadas vezes destrói mobiliário urbano à saída de discotecas e bares no Funchal, que não tem a noção de vida em sociedade, que ultrapassa limites e que sai impune por estar numa fase da vida em que é preciso dar segundas e terceiras oportunidades. É verdade, é preciso resistirmos à tentação de uma "entrada a pés juntos" para estas situações, mas também é preciso encontrar uma forma de atuar energicamente, está visto que em casa não chega. Dentro do que a lei permite, é importante não deixar passar estes episódios em claro, como aconteceu recentemente com uma festa de jovens, no Funchal, em que a polícia entregou os filhos, completamente embriagados, aos pais e ainda foi criticada e insultada por isso. Disseram, esses pais, que os filhos estão na idade disso, de se divertirem, de ingerirem álcool até cair, de fazerem tudo a mais. Confundem viver a vida da juventude, mesmo com alguns excessos, com insolência, falta de educação e de vergonha e excesso de estupidez. Acham que viver a vida vale tudo. Mas na vida não vale tudo. Em qualquer idade. É preciso ir dizendo isso a quem não sabe.

Os miúdos estão na idade para excessos e os pais estão na idade de terem juízo.

Se souberem onde está a linha que separa...


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