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  • Foto do escritorHenrique Correia

Papa Francisco demite o padre Frederico do estado clerical



O padre Frederico foi condenado, na Madeira, a 13 anos de prisão por homicídio de Luís Miguel. O julgamento decorreu em 10 de Março de 1993, um ano após o crime. Fugiu da prisão, para o Brasil, em 1998.



A Diocese do Funchal deu conta que o Papa Francisco decretou a demissão do estado clerical de Frederico Marcos da Cunha, e o tinha dispensado das obrigações do celibato. O padre Frederico, que exerceu o sacerdócio em várias paróquias da Madeira, foi condenado a 13 anos de prisão por homicídio do jovem Luís Miguel, e abuso sexual de crianças e adolescentes. Fugiu à justiça em 1998.

A Diocese refere que "em Abril de 2023, a Diocese do Funchal pediu ao Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé instruções sobre o modo de proceder no caso do então Padre Frederico Cunha. Com efeito, apesar de há muitos anos o seu nome não constar do elenco dos sacerdotes da Diocese nem exercer nela qualquer ministério, de facto nunca tinha existido qualquer processo canónico a propósito dos actos de que era acusado.

A pedido daquele Dicastério romano, em Setembro de 2023 foram enviadas algumas aclarações sobre o referido caso.

No passado dia 16 de Fevereiro chegou à Diocese do Funchal a informação de que, levado o caso ao conhecimento do Santo Padre, o Papa Francisco tinha decretado a demissão do estado clerical do Senhor Frederico Marcos da Cunha, e o tinha dispensado das obrigações do celibato.

Uma vez que o paradeiro do Senhor Frederico Cunha é desconhecido, o Dicastério para a Doutrina da Fé mandou que se tornasse pública a decisão do Santo Padre no Site Oficial da Diocese, o que agora se realiza".

O julgamento do padre Frederico decorreu em 10 de Março de 1993, um ano após o crime. Frederico Cunha foi condenado a 13 anos pelo homicídio de Luís Miguel, com subsequente pena de expulsão de Portugal. Cunha também foi condenado a pagar aos familiares da vítima do homicídio a soma de 1.600.000 escudos como compensação, a qual nunca foi paga. O afilhado, Miguel Noite, apanhou 15 meses de cadeia, com pena suspensa, por encobrimento e falsas declarações.

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