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  • Henrique Correia

Paulo Portas: "O CDS parece uma associação de estudantes com más práticas"


"É preciso não esquecer que o líder do CDS suspendeu o congresso com uma disputa eleitoral aberta".



O CDS é um partido em fase de visível desagregação, o que agrava a sua prestação em eleições antecipadas. O lider Francisco dos Santos não consegue unir e a divisão interna, a que se junta a falta de tempo, deixa poucas perspetivas para ir a votos isoladamente, sendo previsivelmente um desastre eleitoral se for sozinho com este enquadramento. Talvez possa minimizar esse efeito se for em coligação com o PSD, embora este partido também atravesse um problema de disputa interna, com diretas a 4 de dezembro.

O exemplo do que aconteceu na Madeira, onde o CDS sobe ao poder regional depois de um dos seus piores resultados, tirando partido de uma conjuntura de fragilidade do PSD Madeira que pela primeira vez em regionais não teve maioria absoluta, pode ser exemplo para as próximas legislativas nacionais se o partido se associar ao PSD para não correr o risco de voltar a ser o célebre "partido do táxi"

Sobre a vida presente dos centristas, o antigo líder Paulo Portas diz que "o CDS parece uma associação de estudantes com más práticas. Um partido como o CDS não cresce se se dividir. A perceção externa do que se passou é terrível. Se eu fosse o líder, pegava no telefone e falava com o opositor. É preciso não esquecer que o líder do CDS suspendeu o congresso com uma disputa eleitoral aberta".

Pires de Lima, militante durante 25 anos diz que não pode "recomendar o voto no atual líder do CDS nas próximas eleições. Não tem a qualidade democrática".




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