Pedras feriram polícia e Olavo diz que falta "norte" ao Governo
- Henrique Correia

- 15 de mai.
- 2 min de leitura
Presidente da Câmara do Porto Moniz: "Importa recentrar as prioridades na salvaguarda da nossa população e canalizar os meios".

Imagem Facebook Olavo Câmara.
A situação adivinhava-se com repetição a todo o momento. Há dias, as pedras caíram na estrada, no Seixal, mas não apanhou ninguém pelo caminho. Agora, voltaram a cair, mais coisa menos coisa, e desta vez não foi tão simples, um ferido, polícia, foi surpreendido quando passava com o seu automóvel. Foi na última madrugada no Sítio da Pedra, entre o túnel João Delgado e a Ladeira da Vinha, no Porto Moniz.
Há dias, o presidente do Governo admitiu que não existiam verbas para uma intervenção mais a fundo, e logo desencadeou uma onda de protestos sobre declarações e prioridades. Por coincidência, e algum azar, o plenário do Governo, numa decisão plasmada em JORAM, decidiu quase 3,5 milhões para a reabilitação da Lagoa do Palheiro Ferreiro, uma obra a favor do golfe. Mera conjugação de factos, pela coincidência de ocorrências, mas com inevitáveis ligações críticas da oposição.
Quem reagiu, e nada de forma "suave", foi o presidente da Câmara do Porto Moniz, que através do Facebook, com uma imagem da viatura do agente, destruída pelas pedras, referiu que
"uma imagem vale mais do que mil palavras. Mas esta imagem não consegue traduzir o sentimento profundo que toda a população do Porto Moniz sente neste momento".
Olavo Câmara diz que "o problema não é novo, e a solução há muito que foi apresentada, anunciada, prometida e rapidamente esquecida por quem tem responsabilidades na matéria.
Mais do que isso, falta “norte” (e encontrar o norte) no que diz respeito às prioridades governativa".
Para o autarca "importa recentrar as prioridades na salvaguarda da nossa população e canalizar os meios e esforços necessários para avançar com a solução que garanta a segurança de todos os que circulam naquela estrada".



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