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  • Henrique Correia

Polícia agredido por jovens na noite (confinada) do Funchal; e a impunidade continua...


A pior coisa que pode acontecer a uma sociedade é a perda de Autoridade. E neste contexto, além de tratar da Saúde Pública, da Economia, do apoio às empresas e às famílias, é preciso garantir que a autoridade da polícia é intocável.


Não é novidade este cenário de excessos na noite do Funchal. Não era novidade antes da pandemia, não é novidade agora. E vai agravar-se nestes dias de Natal. Não é exclusivo da Madeira, mas com o mal dos outros podemos bem. Os bares têm horas de fecho, mas não fecham. Não deve haver consumo de álcool na via pública, mas há. Há regras, mas à noite, junto aos bares do costume, não.

O JM traz hoje uma notícia dando conta de uma agressão, escreve que "bárbara", a um polícia, agente da BIR, uma brigada de intervenção rápida da PSP, que procurava a reposição da legalidade junto a uma zona de bares, onde se registava um desrespeito pelas recomendações, em diferentes vertentes, por parte de cidadãos que têm, como ponto comum, a atitude de que estão acima do vírus, acima da lei, com a agravante de assumirem atitudes agressivas, chegando a vias de facto, perante agentes da autoridade, o que é uma situação grave que não pode passar impune. Seja filho de quem for.

A pior coisa que pode acontecer a uma sociedade é a perda de Autoridade. E neste contexto, além de tratar da Saúde Pública, da Economia, do apoio às empresas e às famílias, é preciso garantir que a autoridade da polícia é intocável. Se tanto criticamos os atos de abusos policiais, que também há e devem ser devidamente punidos, também não podemos permitir que a autoridade perca a "face" quando atua de acordo com a lei para que não existam cidadãos que ignoram regras, que ultrapassam limites e que além do seu deficitário sentido cívico, vêem na autoridade uma questão menor, talvez motivados pelos exemplos anteriores em que nunca se chega a saber quem foi punido e como, em resultado de situações semelhantes. Fica tudo "abafado". Até a polícia.

Esta agressão ao agente da polícia, surpreendido pela confusão que se gerou, e não foi coisa pouca para necessitar se tratamento hospitalar, deveria obrigar a uma posição ainda mais musculada contra os prevaricadores, os bares e os "meninos" que se juntam para vandalizar e destruir o trabalho de pessoas que vivem e cumprem com obrigações e regras, as mesmas que permitem, a esses jovens, a perspetiva de algum futuro. Não sei se assim vão ter, talvez a juventude e alguma "retaguarda" permissiva, impeçam visualizar o que isso representa. Pode ser que se chegue a tempo. E a esperança é que se trata de uma minoria. Mas é mau na mesma.

É preciso autoridade para não perdermos autoridade. Os excessos da idade não podem explicar tudo.


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