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  • Henrique Correia

Polícia de proximidade anda "confinada"


O curioso nesmo é que o movimento aumentou, a população flutuante também, fruto da reabertura do turismo, mas esse policiamento de proximidade foi reduzido




Esta imagem era diária até há pouco tempo. A diferença, agora, é que o movimento aumentou e a polícia "confinou".


O último desconfinamento, na Madeira, trouxe um elemento acrescentado à cidade, é das tais coisas que não precisamos de números, chega conhecer o Funchal, passar pelos mesmos locais todos os dias e estranhar, de um dia para outro, que se esfumou aquele policiamento de proximidade, designadamente, entre outros sítios, junto ao Mercado, na Fernão de Ornelas, na Placa Central, na Praça do Carmo. Num ápice, os polícias parece que "desapareceram".

Certamente que esta mais do que sensação, porque se via e não se vê, pode ter sido coincidente com o desconfinamento, também com a retoma turística, apenas por mera coincidência, mas de facto este "fenómeno" aconteceu quando há restaurantes abertos até mais tarde, menos restrições e mais turistas circulando pela cidade e que além da segurança sanitária, também julgam importante a segurança de estar, de circular, o direito de não serem incomodados a toda a hora, como já acontecia com os madeirenses, com maior frequência, tendo por termo de comparação antes da pandemia, o que não é nada de estranhar, o estranho mesmo é que não haja a prevenção como deve ser, com regularidade, que não represente uma estratégia de impulso, do momento, para calar as pessoas. Uma espécie de mudar para ficar tudo na mesma.

Já aqui dissemos, quando em nossa opinião foi caso disso, que a polícia andava mais nas ruas, aos pares, em zonas importantes, de maior movimento. Estacionavam a viatura no cimo da Fernão Ornelas e logo ali estavam, por norma, dois agentes, mais dois no Mercado e na zona complicada do Anadia, zona dificil mas que as autoridades parecem assobiar para o lado, reagem sempre por impulso. Mas até há pouco tempo, depois de muita polémica, sem ser preciso inventar, as pessoas reclamavam e a PSP correspondia, por certo consciente dessa necessidade, com o chamado policiamento de proximidade, dissuasor, eficaz para a sensação de segurança das pessoas, no mínimo.

O curioso nesmo é que o movimento aumentou, a população flutuante também, fruto da reabertura do turismo, mas esse policiamento de proximidade foi reduzido, o que aparentemente configura uma decisão de contrasenso, assim numa análise que vale o que vale, uma constatação sem quaisquer conhecimentos de estratégia policial, mas sabendo muito bem o que é e para que serve o policiamento de proximidade, que não é compensado pelas câmaras que dizem espalhadas pela cidade.

O povo tem confiança na Polícia e precisa da polícia para ter confiança e segurança. Mas é importante que o povo sinta essa confiança e essa segurança.

O "olhem a polícia" é muito mais eficaz do que "chamem a polícia".

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