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  • Henrique Correia

Polícia "sacode" responsabilidades nas dependências e exclusão social que exigem soluções integradas

O comandante da PSP revela que "nos primeiros 10 meses deste ano a criminalidade geral reduziu 8,5%. A criminalidade violenta e grave, aquela que pode afetar mais o sentimento de segurança, diminuiu 16,1%"


O comandante regional da Polícia de Segurança Pública foi hoje ouvido em sede de comissão especializada de Saúde e Assuntos Sociais, abordando “a capacidade de intervenção da Região Autónoma sobre os comportamentos aditivos”. Já não é novidade, mas o superintendente-chefe Luís Simões reafirmou o que já disse anteriormente, o sentimento de insegurança que se sente, designadamente no Funchal, não é um caso de polícia.

Foi o que aconteceu hoje, no Parlamento, onde aquele responsável policial começou por garantir aos deputados que “não há um aumento da criminalidade, há de facto uma redução significativa da criminalidade denunciada”, mas confirmou que nos meses de julho e agosto houve um “crescente sentimento de insegurança”. O Comandante da PSP justificou este “sentimento” com “a maior visibilidade de situações de consumo de estupefacientes, de mendicidade e de permanência na via pública de cidadãos em abrigo”, refere uma nota do gabinete de comunicação da Assembleia.

A mesma informação revela que o Comandante da PSP afirmou que “são questões relacionadas com dependências várias, de marginalidade e exclusão social, em que a Polícia não poderá, nem pode ser a resposta para estas situações que necessitaram de soluções integradas”.

Nos primeiros 10 meses deste ano “a criminalidade geral reduziu 8,5%. A criminalidade violenta e grave, aquela que pode afetar mais o sentimento de segurança, diminuiu 16,1%, e os crimes por atividade policial, que resultam da ação da PSP, aumentaram 1,8%”, o que significa um aumento de detenções, revelou o comandante da PSP.

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