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  • Henrique Correia

Portugal assume Presidência da UE mas deixa Madeira de fora dos eventos

Pedro Calado lamenta "atendendo à importância das regiões ultraperiféricas e das regiões autónomas"

Portugal vai assumir a presidência da União Europeia a partir de janeiro de 2021, mas deixa a Madeira de fora do calendário de eventos a realizar durante os seis meses do período de vigência do mandato. Esse facto já mereceu o lamento por parte do vice-presidente do Governo Regional.

Pedro Calado lembra que a reunião do Conselho Informal dos Assuntos Gerais e da Coesão, no âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia (PPUE21), inicialmente agendada para a Madeira, foi transferida para Coimbra.

Para o vice de Albuquerque "uma análise ao calendário de eventos que está a ser definido, a realizar no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia, permite verificar uma exclusão da Região Autónoma da Madeira das principais iniciativas a realizar no nosso país, nomeadamente, os conselhos informais, que se encontram ‘confinados’ à parte continental do país, esquecendo as suas regiões autónomas”.

Pedro Calado, que participou, esta manhã, no grupo de trabalho político da Comissão Interministerial de Assuntos Europeus, inteirou-se da decisão de cancelar a reunião na Madeira, pela boca da secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, e afirmou “não entender as razões para que a Região Autónoma da Madeira esteja praticamente excluída da realização destes grandes eventos que estão previstos no âmbito da PPUE21”.

Na oportunidade, o vice-presidente do Governo Regional recordou que “chegou a estar agendado um Conselho Informal dos Assuntos Gerais e da Coesão para o Funchal, que passou para Coimbra e, agora, também a conferência, ao mais alto nível, sobre a lei do clima, também poderá passar para Lisboa”.

A confirmar-se esta decisão, “a Região deixa de ter qualquer evento deste lado do Atlântico, o que é de lamentar, atendendo à importância das regiões ultraperiféricas e das regiões autónomas, sobretudo num momento tão particular, em que deve ser dada atenção a todas as regiões”.

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