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  • Henrique Correia

Portugal com 770 infeções em 24 horas; aprovado trabalho faseado e Europa preocupa OMS

Governo aprova desfasamento das horas de entrada e saída de diferentes equipas ou departamentos com intervalos mínimos entre 30 minutos a limite máximo de 1 hora



Os números da Covid-19 não páram de subir. Os números da Europa estão a preocupar a Organização Mundial de Saúde, mas também o que se passa nos Estados Unidos e em muitas partes da Ásia. Um descalabro se atendermos a que uma segunda vaga que seja forte vai trazer efeitos irreparáveis aos países. Os números de hoje, em Portugal, também são desastrosos, há mais 770 novos infetados e 10 mortos para registo. É o valor mais alto desde 10 de abril.

A situação portuguesa coincide com a declaração de estado de contingência e com a decisão, hoje, do conselho de ministros, de aprovar um regime de trabalho faseado nas empresas, tendo como objetivo evitar o cruzamento de elevado número de pessoas. Tudo para evitar nova paragem da atividade. O País não aguenta.

O conselho de ministros desta quinta-feita aprovou, após audições dos parceiros sociais, o decreto-lei que estabelece um regime excecional e transitório de reorganização do trabalho, com vista à minimização de riscos de transmissão da COVID-19 no âmbito das relações laborais.

O diploma prevê, nas áreas territoriais que o Governo identifique através de Resolução do Conselho de Ministros, a obrigatoriedade de desfasamento dos horários de entrada e saída dos trabalhadores em as empresas que tenham locais de trabalho com 50 ou mais trabalhadores. Com esse fim as empresas devem:

- desfasar as horas de entrada e saída de diferentes equipas ou departamentos com intervalos mínimos entre 30 minutos a limite máximo de 1 hora;

- criar equipas estáveis, de modo a que o contacto aconteça apenas entre trabalhadores de uma mesma equipa;

- alternar as pausas para descanso entre equipas;

- promover o regime de teletrabalho sempre que a natureza da atividade o permita.

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