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  • Henrique Correia

Pressões às bases e partido em "último" mostram um Barreto "musculado"


Entrevista de Sara Madalena ao DN "rompe" com a relação entre a vereadora na Ponta do Sol e a liderança do CDS. Em causa a coligação autárquica com o PSD



Foto Facebook


Havia um CDS na oposição, há um CDS na governação regional. Havia um Rui Barreto líder partidário, priorizando a ação do partido no combate forte à governação do PSD. Há um Rui Barreto na governação regional, com o PSD, priorizando a Madeira, o equilíbrio da relação no Governo e "finalmente" o partido. Em último, portanto. Os tempos e a conjuntura mudam a estratégia.

É sobretudo por isto que as bases do partido não estão satisfeitas. Partido no "rabo da lancha", como diz o povo para expressar algo que surge no fim das prioridades. A primeira voz discordante, pública, foi do líder da JP. Hoje, no DN, surge nova crítica, contundente, sem pensar no resguardo que a militância lhe pode dar, e consciente do que, daqui para a frente, o CDS não lhe vai dar, por exemplo tranquilidade. Fala de pressões, até do líder, fala como a essas pressões viessem de proveniências que vão fazer tudo para equilibrar a governação custe o que custar ao partido. Sara Madalena já percebeu isso, rompe com esta liderança e assune, com desassombro, uma possibilidade de se candidatar, num futuro, à liderança do partido. Uma questão de defesa da dignidade e da identidade, a mesma que muitos, nas bases, considera ter o partido perdido quando deu a "mão" ao PSD. A "mão" e parece que o que restava da estrutura centrista regional. Se o partido está no fim das prioridades, em política não se ganham votações com os partidos no fundo.

Sara Madalena, já hoje, no Facebook, publicou a página da entrevista ao DN, com um comentário, confirmando que partilha as suas declarações que explicam "porque não serei candidata na decidida Coligação CDS/PSD às autárquicas na Ponta do Sol. Porque acredito num CDS autêntico, porque acredito que a concelhia da Ponta do Sol e eu com ela, merecia mais respeito. Porque os militantes foram, por nós, ouvidos: fomos até eles, um a um, fizemos o nosso trabalho.

Porque o CDS é mais além, estou disponível para, no momento certo, dar o meu contributo e colher o de tantos, de valor, para fazer deste um Partido coerente e genuíno".



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