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  • Henrique Correia

Primeiro afastada, depois afastou-se e agora chamada mas não para calar


"Nunca fui, ou serei, uma militante pacífica e conformada no meu partido (PSD). Quem me conhece sabe que não terei “papas na língua".



Sara André: "Manifestei publicamente o meu desencanto com alguns dirigentes e suas opções políticas".


Sara André será candidata à Junta de Freguesia da Fajã da Ovelha, naquele que é um regresso à política ativa no PSD depois de muita tensão dos tempos recentes, onde a militante assumiu posições críticas para o seu partido, a tal ponto deste regresso constituir surpresa para muitos. A notícia, como sempre, foi primeiro dada nos jornais, no caso o DN, a que se junta a reação, um conhecido "modus operando" da nova política/comunicação social.

Hoje, no Facebook, Sara André sentiu necessidade de uma longa explicação. Mas não fugiu a nada, designadamente com o objetivo de estancar os previsíveis críticos das suas críticas, também os que julgam tratar-de de uma decisão do partido para colocar a militante na "reserva" do pacote crítico.

Sara André admite que "se numa primeira fase o meu afastamento foi imposto, nos últimos anos foi auto-imposto", justificando assim ter recusado "vários projetos que me foram sendo apresentados, inclusivamente, por vários quadrantes políticos. Não tenho qualquer ambição futura a este nível", uma revelação surpreendente.

Explica mais: "Aceitei o desafio de ser candidata a presidente da junta de freguesia da Fajã da Ovelha porque acredito no projeto que o presidente da Câmara Carlos Teles tem para o concelho e particularmente para a Fajã da Ovelha".

E deixa um "aviso à navegação", quem sabe aos que pensam que este compromisso irá colocá-la num campo omisso sobre eventuais pontos de vista diferentes, relativamente ao seu partido: "Sou militante convicta do PSD, mas nunca deixei de criticar ou reivindicar o que acho correto para as pessoas da Região e em especial da Fajã da Ovelha, independentemente de quem está a governar. Os meus princípios ideológicos nunca os perdi, mas sempre que considerei que se me impunha esse dever e manifestei publicamente o meu desencanto com alguns dirigentes e suas opções políticas"

Sara André deixa claro e só o tempo dirá se será assim: "Nunca fui, ou serei, uma militante pacífica e conformada no meu partido. Quem me conhece sabe que não terei “papas na língua”, que não me acomodo e que não faço cedências no que é importante ou que me vergo a pressões para aligeirar o discurso do que tem de ser dito".

Para a candidata, o princípio é claro: "Em primeiro lugar está a Fajã da Ovelha, em primeiro lugar estão as pessoas. Tudo o que faremos será em prol da nossa freguesia. Foram várias as pessoas que se interrogaram como fui capaz de aceitar um desafio tão difícil, com o suposto ”estatuto” que tenho e depois de tudo o que passei na vida político partidária. A maior parte destas afirmou que nunca aceitariam esta situação em que agora me coloco.

Apenas respondo que, tal como eu, muitos são movidos por um sonho, talvez utópico para a maioria, o sonho de servir a população com isenção, lutando por melhores condições de vida para todos, comprovando os seus princípios de como estar na politica".


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