PS-M não quer um Orçamento (Regional) eleitoralista
- Henrique Correia

- 19 de out. de 2022
- 2 min de leitura
Sérgio Gonçalves voltou a defender a redução de impostos em sede de IRS e de IVA, de modo a devolver rendimentos às pessoas.

O presidente do PS-Madeira defendeu que o Orçamento Regional para o próximo ano (ORAM2023) deve responder "verdadeiramente aos problemas dos madeirenses e porto-santenses e que não tenha objetivos meramente “eleitoralistas” como refere uma nota emitida pelo partido.
Sérgio Gonçalves, que juntamente com alguns elementos do Grupo Parlamentar do PS foi recebido ao final da manhã pelo secretário regional das Finanças, numa audiência de auscultação do partido a respeito do ORAM2023, alertou para a conjuntura atual e disse que o próximo ano será de grandes desafios para a Região, aos quais o orçamento tem de dar resposta.
Dando conta do aumento da inflação, do custo de vida e das taxas de juro, mas também dos sinais evidentes de recessão em vários países, em particular países emissores de turismo para a Madeira, com impactos na nossa economia, no emprego e nas condições de vida dos madeirenses, o líder dos socialistas voltou a defender a redução de impostos em sede de IRS e de IVA, de modo a devolver rendimentos às pessoas e a reduzir o preço dos bens e dos serviços que consumimos. “Isso parece-nos fundamental para enfrentar o próximo ano”, vincou.
presidente do PS alertou ainda para o facto de a Madeira ser a região com o maior índice de risco de pobreza do país e de os indicadores para o início do próximo ano não serem os mais favoráveis, razão pela qual é necessária uma alteração de políticas.
Lembrou também que o PS-M deu entrada no Parlamento a um conjunto de medidas de apoio às famílias, complementares àquelas anunciadas ao nível nacional, o qual deverá ser debatido na próxima semana. “Esperemos que a maioria possa acompanhar a nossa posição relativamente a essas medidas e implementá-las, caso contrário, levá-las-emos novamente à discussão do ORAM como propostas de alteração, porque o próximo orçamento, mais do que ser um orçamento com objetivos eleitoralistas, terá de ser um orçamento para responder aos problemas da Região e dos madeirenses e porto-santenses, numa fase tão complicada e perante um cenário de recessão mundial que se avizinha”, rematou.



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