PSD e Iniciativa Liberal são a alternativa a António Costa mas acordo só pós eleitoral
- Henrique Correia

- 4 de mai. de 2023
- 2 min de leitura
Estas negociações de direita, mas também outras que venham a ocorrer à esquerda, poderão representar um peso grande no sentido de perspetivar o futuro. E Marcelo também estará a pensar nisso antes de decidir o que fazer.

Luís Montenegro, líder do PSD, e Rui Rocha, líder da Iniciativa Liberal, sentaram-se para o almoço num momento de grande tensão no País depois do primeiro-ministro ter decidido não aceitar o pedido de demissão do ministro das Infraestruturas contra a posição do Presidente da República que achava como solução a saída de João Galamba.
Este almoço já estava marcado antes deste episódio, mas não deixa de ter um significado político muito grande. E claro que Rui Rocha acabou por confirmar essa intencionalidade acompanhada pela gastronomia, a de haver um entendimento à direita para o caso de Marcelo decidir dissolver a Assembleia da República e convocar eleições antecipadas.
O líder da IL revelou que o objetivo não visa qualquer acordo pré eleitoral, mas admitiu um entendimento de alternativa pós eleitoral de acordo com os resultados.
Este episódio relacionado com o ministro Galamba desencadeou posicionamentos por parte da oposição no pressuposto que havendo eleições há necessidade de encontrar alternativas de governo. E sendo este o momento em que poucos reconhecem alternativa a esta liderança social democrata de Luís Montenegro, este aproveitou a oportunidade para dar visibilidade a uma mensagem para Marcelo e para o País: o PSD sozinho talvez não tenha hipóteses, mas com a Iniciativa Liberal talvez tenha. Montenegro, assim, mostra por onde pretende fazer o caminho e, ao mesmo tempo, deixa o Chega em "banho maria", está consciente que os portugueses até podem votar no Chega por protesto, mas já o Chega no Governo é outra conversa.
Mas é evidente que todos os cenários são possíveis e o que conta é o resultado se houver eleições. Está tudo em aberto, parecendo pouco provável que os portugueses voltem a dar maioria absoluta seja a quem for. Por isso, estas negociações, de direita mas também outras que venham a ocorrer à esquerda, poderão representar um peso grande no sentido de perspetivar o futuro. E Marcelo também estará a pensar nisso antes de decidir o que fazer.
Resta observar a diferença de posição entre a liderança nacional e a regional da Iniciativa Liberal, sabendo-se que Nuno Morna já disse que está posto de parte qualquer acordo com o PSD Madeira. Provavelmente poderão existir alguns desenvolvimentos em função destes entendimentos nacionais.





Comentários