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  • Foto do escritorHenrique Correia

PSD-M ficou "órfão", há três secretários sob suspeita e o PAN num sim, não, talvez...



É esta a "estabilidade" governativa que o Representante vai receber das mãos do PSD-M. Prevê-se vida dificil para Ireneu Barreto nesta avaliação sobre o novo Governo da Madeira. Ou assina ou não assina.




O Representante e o Presidente da República têm muita reflexão a fazer.


A partir de agora, o PSD Madeira vai ter que apresentar um nome para liderar o Governo Regional não se sabe por quanto tempo. Uma coisa é o que o partido quer, outra é o que estará a pensar o Presidente da República que a partir de 24 de março pode dissolver a Assembleia Regional. E a verdade é que, para já, encontramos mais motivos para eleições antecipadas do que propriamente para a continuidade de um Governo novo, com um novo presidente, mas com os resultados de setembro de 2023 com um enquadramento político bem diferente e hoje há o anátema que o processo veio trazer ao Governo do PSD e do CDS viabilizado pelo PAN no Parlamento.

O PSD-M vai encontrar um nome, mas seja quem for o escolhido dificilmente vai esconder que o partido ficou "órfão", tinha um presidente e já outro na calha para o período seguinte, não tinha terceiro nem ninguém pensava em ter terceiro por muitas ambições internas que existissem, e existem. Uma coisa é ter ambições, outra completamente distinta é ter carisma e popularidade para ganhar eleições dentro, mas também ganhar fora.

O problemas é que agora, se não for pelas eleições, não há tempo para o PSD-M encontrar um líder que possa governar com a legitimidade do voto. Quem liderar este novo Governo sem saber se é por mês e meio ou se é para o resto da Legislatura, já entra com um problema e entre os possíveis candidatos credíveis dificilmente há a disponibilidade para correr esse risco. E dá a ideia que o PSD-M não sabe muito bem o que fazer com a decisão que tomou. Indica Guilherme Silva ou Jorge Carvalho, provisórios, e finge que diz que é para a Legislatura e não quer eleições? Indica Manuel António e dá sentido à ideia de não querer eleições e indicar alguém para o futuro? E Manuel António aceita isso sem passar pelos votos no PSD? Quer entrar no Governo sem a legitimidade de liderança partidária?

Sabe-se que Manuel António, secretário regional do tempo de Jardim e candidato derrotado por Miguel Albuquerque nas internas do pós Jardim, não é figura consensual na ainda "entourage" albuquerquista. Mas é um candidato forte e talvez o único que, teóricamente, daria corpo a esta tese de não haver eleições e escolher um lider para mais tempo do que o mês e meio. E se Marcelo acha, como muita gente, que não está garantida a estabilidade governativa com tanta indefinição?

Existem muitas Interrogações e é neste ambiente que o PSD-M vive e prepara o nome a indicar ao Representante. E depois a composição do novo Governo com meia equipa dispensada por causa do processo. A saber, desde logo, o secretário das Finanças, Rogério Gouveia, o secretário das Infraestruturas Pedro Fino, e o secretário da Economia Rui Barreto, que tenham ou não responsabilidades diretas, estão sob investigação e por isso não deverão fazer parte desse novo Governo.

Mesmo que Lopes da Fonseca, presidente do grupo parlamentar do CDS, tenha dito que a nova solução governativa a apresentar ao representante da República deve manter a presença do CDS no governo, designadamente através de Rui Barreto, atual secretário regional da Economia e líder do partido na Região". É o CDS a pedir para Barreto o que não pediu para Albuquerque.

Depois tem o PAN. Todos os dias uma exigência diferente. Ao contrário do PSD e do CDS, o PAN não recusa eleições, mas não quer para já. E condiciona sem parecer condicionar, diz que apoia um novo governo sem apoiar de olhos fechados, agora diz que tem condições para viabilizar o Governo, como disse a deputada Mónica Freitas à RJM mas condicionando essa viabilização à suspensão dos projetos das Ginjas e do Teleférico e mais umas pequenas condições.

Com esta realidade política, como é que há condições para a estabilidade governativa como se fosse possível passar uma "esponja" sobre os acontecimentos.

O Representante e o Presidente da República têm muita reflexão a fazer.


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