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  • Henrique Correia

PSD vai "jogar tudo" no Funchal e parecendo que não a pré-campanha já começou



Por estas duas amostras, pelo menos para já, temos candidato a candidato a apostar forte nos números. Ou não tivesse sido Calado o homem dos números no tempo de Miguel Albuquerque na Câmara do Funchal.



Já em tempos tínhamos abordado o facto de Pedro Calado ser o preferido de Miguel Albuquerque para liderar uma candidatura com características ganhadoras à Câmara do Funchal. E não era só o preferido pelo líder, como também os estudos e as sondagens revelavam de forma clara. Eduardo Calado Jesus e Pedro Ramos foram lançados para "baralhar". Uma estratégia conhecida.

Mas Calado, mesmo estando melhor situado, não queria, sabia os riscos que poderia correr, consciente que uma derrota poderia ter consequências para o seu percurso político, ao ponto de poder vir a destruir o trabalho feito e a imagem que tem de "salvador" do Governo. E não parecia que Calado, que tem óbvias ambições internas no PSD-M, também externas, pudesse ceder a um projeto que alguns setores "laranja" interpretam como um "presente envenenado". Só que em política, há a missão que a militância, a este nível, por vezes exige.

Não se sabe, em concreto, se Calado estará disponível para esse desafio de ir a votos com Miguel Gouveia. Mas a verdade é que já existem alguns indicadores que são indisfarçáveis relativamente à estratégia social democrata de desgaste da atual liderança camarária, uma estratégia como outra qualquer, mas com uma fórmula que tem sido muito utilizada, com núcleo central nos jornais, a coberto de abordagens cirúrgicas visando um objetivo bem definido.

E em dois desses momentos, sempre à segunda-feira, no JM, dois apontamentos tiveram como ponto de partida dados de gestão financeira da Câmara, sempre por comparação com a anterior liderança de Miguel Albuquerque e sempre com o mesmo resultado final a favor do PSD, o que se compreende atendendo ao fim em vista. E sempre com Pedro Calado como protagonista, num claro preparar de terreno para uma base de disputa eleitoral para as próximas autárquicas, dando mais do que a entender que Calado vem "mostrar-se", logo depois de anunciada a coligação PSD/CDS, para ir avaliando reações, estudando probabilidades e avaliando primeiro antes de avançar oficialmente. Além de impedir, para já, qualquer movimento interno que pudesse pensar noutros nomes, como por exemplo Manuel António, que os homens de Albuquerque dizem não ter tropas suficientes.

Calado é estratega. E vai seguir a "habilidade" que tem seguido nos jornais, também como governante, mexendo-se bem neste tabuleiro, onde teve ligações antes de assumir a governação.

Para já, ficam os sinais políticos do que será esta dialética de luta autárquica, e não só por parte do PSD, será certamente um cenário a que outros partidos irão recorrer, deitando mão de todas as "armas" para a obtenção dos resultados.

Por estas duas amostras, pelo menos para já, temos candidato a candidato a apostar forte nos números. Ou não tivesse sido Calado o homem dos números no tempo de Miguel Albuquerque na Câmara do Funchal.

Isto promete...




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