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  • Henrique Correia

Raimundo Quintal "mostra" jardim "miserável" da UMa a Albuquerque e ao reitor



"Senhor Presidente do Governo, Senhor Reitor, depois da pandemia não vai ficar tudo bem. Receio que continue a degradação ambiental e cívica"








O estado em que se encontram os jardins da Universidade da Madeira motivaram uma reação de Raimundo Quintal, que uma vez mais vem denunciar uma situação de anormalidade ambiental, desta vez com uma reflexão enviada ao presidente do Governo Regional e ao Reitor da UMa.

O antigo vereador do Ambiente, no Funchal, escreve sobre "o estado miserável do jardim criado entre 1996 e 2002, no qual em 2005 identifiquei 553 espécies e que neste momento já nem possui 50% das plantas que constam do inventário realizado há 16 anos.".

Lembra o jardim que, segundo o Dr. Miguel Albuquerque, então Presidente da Câmara Municipal do Funchal, era o embrião do JARDIM DA BIODIVERSIDADE, pomposamente apresentado mas nunca implementado, que deveria estender-se ao longo da margem esquerda da Ribeira de São João até às oficinas da Renault".

Raimundo diz que "nestes anos o que ali tem crescido são as espécies invasoras, com destaque para a "Lantana camara", as árvores mortas, o matagal, o lixo e o vandalismo, perante o olhar indiferente da Academia, a inoperância do Magnífico Reitor, que há muito tempo tem responsabilidades na gestão da UMa, a negligência da Secretaria do Ambiente, que tem o dever de preservar espécies notáveis que para ali foram transplantadas do Jardim Botânico e dos jardins da antiga Matur. A coleção da Flora da Madeira empobreceu bastante, o pequeno orquidário desapareceu, do núcleo das suculentas pouco resta, as plantas aromáticas e medicinais definharam, a mostra de plantas agro-industriais foi abandonada e apenas as mais resistentes à secura teimam em manter-se de pé"

Escreve que "o jardim que hoje deveria ser um espaço privilegiado de investigação e uma área ambiental atrativa para residentes e turistas, está transformado numa lixeira, numa coutada de atividades marginais. São ainda bem visíveis as marcas dum incêndio, que queimou parcialmente um dragoeiro. Alguém viu? Parece que não, pois nada foi limpo. Isto acontece numa Universidade, que tem hasteada uma bandeira verde e onde, pressupostamente, deveria haver uma forte aposta na educação ambiental e nas boas práticas de cidadania. No Tecnopólo, GPS orientador dos caminhos da inovação e do progresso".

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