Buscar
  • Henrique Correia

Recuperar Capela de São Paulo "é promessa de Albuquerque há 25 anos"


A acusação é de Élvio Sousa, do JPP, num contexto em que se assinala, a 18 de abril, o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios



O Juntos Pelo Povo, em comunicado assinado por Élvio Sousa, trouxe a debate a situação degradada da Capela de São Paulo, no Funchal, que o partido considera "exemplificativa da apatia e desinteresse das entidades públicas responsáveis pelas questões do Património".

O JPP emite esta observação num contexto de comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que se celebra anualmente a 18 de abril, "com o objetivo de sensibilizar os cidadãos para a diversidade e vulnerabilidade do Património, bem como para a necessidade da sua proteção e valorização".

Élvio Sousa diz que "a recuperação da secular Capela de São Paulo é uma promessa de Miguel Albuquerque que já tem mais de 25 anos. Em 1996 quando edil do Funchal garantiu a recuperação integral da capela e prometeu a sua reconstrução integral, garantiu que as pedras do imóvel haviam sido numeradas para posterior reconstrução respeitando as suas características arquitetónicas. A intervenção prometida pretendia resolver, de forma definitiva, a degradação que o tempo e as circunstâncias das obras vizinhas haviam provocado. Mas até à data nada, só promessas.

Paraco JPP "na prática, vemos que este Governo de coligação de interesses PSD/CDS tem dinheiro para extravagâncias tais como o museu dos clássicos; para pagar milhões de euros em nomeados políticos e para esventrar a Laurissilva com uma estrada de milhões, mas, para recuperar uma referência autêntica, única e singular do Património arquitetónico, e mandada edificar por João Gonçalves Zarco, adia inadmissivelmente".

"A pequena capela gótica que data de 1425, ou seja, dos primórdios do povoamento da ilha da Madeira, foi mandada construir por João Gonçalves Zarco, primeiro capitão donatário do arquipélago da Madeira, fica situada no final da rua da Carreira, paredes meias com o Paço Episcopal, o qual é proprietário de parte do imóvel. A parte correspondente ao primeiro hospital da Madeira pertence a um privado. Este último imóvel foi o que mais sofreu com as obras da cota 40 em 1996", lê-se ainda na exposição de Élvio Sousa.

10 visualizações