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  • henriquecorreia196

Região lamenta silêncio da República na greve da Groundforce



"Apesar deste menor impacto na Região, as consequências para a Região, para o seu Turismo, são sempre negativas. Até porque houve dois voos cancelados a partir de Lisboa e um do Porto, para além de um charter para o Porto Santo."




O Governo Regional emitiu uma nota dando conta que lamenta o "silêncio total do Governo da República, durante todo o dia de hoje, em relação à greve da Groundforce e ao impacto que a mesma está a ter nos aeroportos portugueses e, por arrasto, também nos madeirenses, embora nestes, devido à colaboração da própria empresa e dos seus trabalhadores, o impacto tenha sido bem menor".

Sublinha o Executivo que "os aeroportos madeirenses tiveram uma adesão muito menor à greve do que no resto do País, devido a essa colaboração dos trabalhadores e da direção regional da empresa, que entenderam os nossos argumentos e foram solidários com o momento difícil que o Turismo atravessa, assegurando, na generalidade, o serviço previsto para este dia nos aeroportos da Região."

Refere o Governo que essa situação "foi uma demonstração de responsabilidade e colaboração face ao período que se vive que o Governo Regional não pode deixar de referenciar e de saudar, elogiando e enaltecendo essa forma diferente de atuar dos responsáveis e dos funcionários de cá face ao que se passou no Resto do País, muito fruto das conversas que mantivemos com esses mesmos responsáveis."

No entanto, apesar deste menor impacto, as consequências para a Região, para o seu Turismo, são sempre negativas. Até porque houve dois voos cancelados a partir de Lisboa e um do Porto, para além de um charter para o Porto Santo que deixou de se realizar, devido à inoperacionalidade naqueles dois aeroportos. E isso deixa sempre sequelas na imagem de qualquer destino, ainda mais numa altura tão complicada como esta.

Para além destes cancelamentos, houve vários voos que chegaram atrasados e houve voos, para o Porto Santo, que chegaram àquele destino sem a bagagem de passageiros.

Refira-se que as dezenas de voos diretos, sem passar por Lisboa e por Porto, fizeram-se com normalidade, sem atrasos ou cancelamentos.

Consequências negativas que, reforçamos, aconteceram devido a problemas nos aeroportos de origem, nomeadamente os do Porto e de Lisboa e não resultado de anomalias na operação nos nossos aeroportos."

Mas o Governo reitera: "O que se estranha mais é que o Governo da República tenha feito pouco ou nada para minimizar os efeitos desta greve, que era conhecida há muito tempo, numa altura em que se precisa da retoma turística como do “pão para a boca. Não foram definidos serviços mínimos por este Governo da República, o que é inaceitável.

Num período de férias, de regressos a casa, de retoma de atividade, permitir que uma empresa de handling – que é quem faz todo o apoio ao nível das malas, das escadas dos aviões, da deslocação dos aviões na placa – possa fazer greve sem exigir serviços mínimos é, convenhamos, um desleixo muito grande por parte do Governo da República.

Na Madeira, repete-se, mesmo sem esses serviços mínimos, a equipa da Groundforce, tendo consciência do problema e em conversas com o Governo Regional da Madeira, organizou-se de modo a não haver uma adesão massiva à greve, não colocando assim em causa a operacionalidade nos aeroportos madeirenses.

Também a ANA Aeroportos esteve a tentar menorizar o problema e as companhias também colaboraram.

No meio de mais de cinquenta movimentos aéreos, haver apenas três ou quatro situações de voos cancelados, foi extraordinário e tal se deveu a essa colaboração a nível local, por parte das equipas da Groundforce, que contaram com o apoio da ANA e das operadoras

Assim, elogia-se quem teve sentido de missão e de responsabilidade, agradece-se essa colaboração e lamenta-se que quem tenha responsabilidade não só não tenha acautelado os serviços mínimos em todo o País como ainda por cima se tenha mantido em silêncio, como se nada se passasse no dia de hoje."


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