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  • Henrique Correia

Santa Cruz dá com uma mão e Segurança Social tira com a outra


Filipe Sousa diz que a Segurança Social está a descontar, nos seus apoios, ajudas da Autarquia aos munícipes carenciados e já enviou ofício à secretaria de Augusta Aguiar. Diz que "o que está acontecer é grave e revela falta de sensibilidade social"



A Câmara de Santa Cruz acaba de denunciar que "a Segurança Social da Madeira está a descontar nos seus apoios o valor de apoio que é dado pela autarquia de Santa Cruz como complemento de ajuda a famílias carenciadas"

Esta denúncia foi feita por Filipe Sousa no decorrer da reunião de Câmara, na qual deu conta que já enviou um ofício à secretária da Inclusão Social e Cidadania a pedir que seja revisto este posicionamento. O autarca entende que "o que está acontecer é grave e revela falta de sensibilidade social"

Segundo nota da Autarquia, em causa "estão os beneficiários do Fundo de Emergência Social, um apoio municipal que pretende ser um complemento de ajuda a famílias carenciadas. O que acontece é que às famílias que já recebem apoio da Segurança Social, este instituto está agora a descontar o valor que estas famílias recebem da autarquia "No fundo, a Câmara dá com uma mão e o Governo Regional, através da Segurança Social, tira com a outra. Quem faz isto não se consegue colocar no lugar das pessoas que passam dificuldades. Para esta gente um complemento de ajuda é encarado como um ordenado luxuoso, o que é imoral.", salientou Filipe Sousa.

Uma posição reforçada pelo vereador Jaime Silva, que diz que, mesmo com o apoio da Câmara e da Segurança Social, estamos a falar de famílias que continuam abaixo do limiar de pobreza.

Também o vereador Arlindo Gouveia considerou inaceitável a medida, dizendo que estamos perante um "Instituto da Insegurança Social", que trata as pessoas carenciadas "como se fossem quase criminosos".

Na reunião de Câmara foi ainda aprovada a primeira revisão ao Orçamento Municipal para incluir o Saldo de Gerência, de cerca de quatro milhões de euros, no âmbito do qual sobra uma verba disponível de 2,9 milhões de euros. Este valor servirá, entre outras medidas, para o reforço da aquisição de betuminoso, para a requalificação da Escola da Achada do Barro, onde vai nascer um centro intergeracional, para a eficiência energética, para a dinamização local e para o renting de três viaturas para a Educação, uma das quais adaptada ao. transporte de deficientes.

Aprovados foram também vários apoios financeiros a munícipes com doença oncológica.

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