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  • Foto do escritorHenrique Correia

Sara diz que há um e há outro: sai Patrícia arguida, fica Albuquerque arguido


"Parece que uma coisa é ser noiva e outra é ser noivo, onde as obrigações éticas são bem diferentes".



A militante social democrata Sara André, assumidamente crítica para com a direcção de Miguel Albuquerque e a intransigência deste em manter-se recandidato, no partido e no Governo, mesmo sendo arguido num processo de suspeitas de corrupção, veio a público, através de um artigo de opinião publicado no Diário, apontar algumas das atitudes assumidas pelo líder e que no seu entendimento prejudicam o partido nas próximas eleições legislativas nacionais a 10 de março.

Sara André aponta o que diz serem as "situações mais caricatas na política Regional, promovidas pela atual liderança do PSD". Desde logo "o fim da coligação antes das eleições, provocando uma natural desmobilização do eleitorado do CDS e pondo em causa a eleição dos nossos representantes. Eu sempre fui contra a coligação com o CDS mas, a existir, há que cumprir o acordo com toda a dignidade até o fim do processo. Tínhamos os candidatos e militantes de ambos os partidos a fazer campanha eleitoral. Entretanto, muitos já deixaram de aparecer. Caso para dizer que as famílias casaram os filhos, mas mesmo antes da festa o pai do noivo já anunciou o divórcio. Alguém achará que a noiva e os seus convidados quererão ir à boda?"

A marcação de eleições internas "à pressa" motivou outra observação da militante que já deu publicamente apoio à candidatura de Manuel António Correia: "Perante o chumbo de uma proposta no Conselho Regional para adiar a data de todo este processo, entre as abordagens intimidatórias e pressões completamente desadequadas numa era democrática e livre, eis que surge o maior constrangimento a umas eleições livres e democráticas: a limitação ao acesso às referências multibanco para o pagamento de quotas que permitem não só a validação de subscrições de candidatura assim como o acesso ao direito de voto. Nem todas as pessoas podem deslocar-se ao Funchal, por isso era norma ligar ao partido para que estas fossem enviadas (procedimento feito pelas comissões políticas em nome dos seus militantes, ou os próprios). Inexplicavelmente os telefones deixaram de ser atendidos durante a maior parte dos dias, desconhecendo-se um horário de atendimento telefónico".

Outro dado referido no artigo do Diário tem a ver com mudança que Albuquerque fez na lista depois de fechada, designadamente a saída de Patrícia Dantas, que é arguida, e a entrada de Sónia Pereira.

Sara André questiona: "Fcamos a saber que aparentemente "houve uma alteração de última hora na lista da atual liderança do partido, sem se saber realmente a que hora e em que dia tal ocorreu, pois todo o processo já deveria estar fechado. Mas pasme-se com a razão de que um elemento dessa lista sai porque é arguido. Então não se sabia que o era, antes deste integrar a lista? E não há outros arguidos na dita lista? Se ele é arguido e deve sair o que dizer do(s) outro(s)! Parece que uma coisa é ser noiva e outra é ser noivo, onde as obrigações éticas são bem diferentes e os “divórcios por justa causa” têm regras diferentes, recaindo apenas para alguns".

Claro que a posição da militante deixa uma realidade pouco cómoda para Miguel Albuquerque e a diferença de abordagem permite-se a estas reações questionando uma espécie de "dois pesos e duas medidas" para assuntos similares, uma vez que, como se sabe, Albuquerque arguido. Se bem que, segundo o JM foi a própria Patrícia Dantas a considerar não ter condições para integrar qualquer lista por ser arguida. Miguel Albuquerque não teve o mesmo entendimento em relação a si próprio.


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