Se a taxa turística fosse regional os municípios não viam "a cor do dinheiro"

Filipe Sousa: "Nunca os municípios iriam ver cor desse dinheiro, como não têm visto o que lhes é devido de IRS e IVA, que o Governo Regional usurpou ilegalmente".

O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz aborda este domingo, no seu habitual Ponto de Ordem, os temas "quentes" da governação local do JPP: a taxa turística e o aumento dos estacionamentos pagos. Estes assuntos têm sido objeto de crítica por parte da oposição no concelho, mas também de sucessivas explicações por parte da Câmara. Filipe Sousa sabe que se não explicar, muito e bem, os munícipes podem ter dificuldade de entender. E como sabe disso, reconhece: "Podem dizer-me que não são medidas simpáticas, aceito".
Por isso, o autarca volta hoje ao assunto para afirmar que "relativamente à taxa turística, é de relevar que é uma prática em muitos locais e que é uma taxa justa, que não prejudica quem aqui vive e que permite o investimento em setores relevantes para esse mesmo turismo e para quem aqui vive. Concretamente na área ambiental e na beneficiação urbanística".
Filipe Sousa sublinha o que pode ser um argumento de peso: "Mas o que vemos é o PSD e o seu Governo, que nunca tiveram coragem pra avançar com a medida agora atacarem quase diariamente a taxa de Santa Cruz e defenderem uma taxa regional, que, como se sabe, nunca os municípios iriam ver cor desse dinheiro, como não têm visto o que lhes é devido de IRS e IVA, que o Governo Regional usurpou ilegalmente".
Quanto aos estacionamentos pagos, refere que, "em primeiro lugar, que em nenhum outro local se via a gratuitidade que até agora existia em Santa Cruz. Em segundo lugar, esses lugares gratuitos e de estacionamento rotativo eram abusivamente usados por trabalhadores de outros concelhos que deixavam aqui os carros particulares todo o dia e eram levados para os seus trabalhos em carrinhas das empresas, eram usados por rent-a-cars, ou por quem abusivamente deles fazia uso, criando constrangimentos a moradores, comerciantes ou simplesmente a quem quer usufruir do comércio, da promenade, da praia, etc...."
O autarca admite que as medidas não são simpáticas. Mas também escreve: "Não me venham dizer que vamos enriquecer com esses pagamentos, porque os valores em causa não são altos e existe possibilidade dos moradores obterem cartões de estacionamento...Mas é claro que a oposição salta logo a terreiro fazendo chicana, demagogia e outras coisas que tais".



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