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  • Henrique Correia

Sequestro na Madeira põe dois homens e uma mulher em prisão preventiva

A vítima é um homem de 27 anos que levantou 700 euros e denunciou o caso quando se preparava para contrair empréstimo para satisfazer mais exigências dos sequestradores



é um caso muito habitual na Madeira mas aconteceu. Insólito mesmo, revelador de um certo estado de coisas a que a criminalidade chegou e que se agravou na sequência da pandemia. De concreto, neste caso, aconteceu que a Polícia Judiciária deteve dois homens e uma mulher suspeitos de terem participado num sequestro e furto agravado, sendo a vítima um homem de 27 anos de idade, que foi levado para um lugar ermo e alvo de ameaças para que desse dinheiro. Conseguiram 700 euros e só foram denunciados quando a vítima foi ao Banco para fazer levantamentos, sob coação, e aproveitou a oportunidade para denunciar a situação em que se encontrava.

A PJ dá conta, no seu site, que através do Departamento de Investigação Criminal da Madeira e em estreita articulação com a PSP, formalizou a detenção de dois homens de 42 e 21 anos, e uma mulher de 31 anos, por sobre eles recaírem fortes indícios da prática dos crimes de sequestro e roubo agravado".

Aquela polícia explica que "os crimes ocorreram na madrugada e manhã do dia 20 de agosto do corrente ano, na área dos concelhos de Machico e Santa Cruz. A vítima, um homem de 27 anos, combinou um encontro com a suspeita e aceitou ser conduzido, no veículo desta, para um local ermo. No local encontravam-se os outros dois suspeitos e, conjuntamente, sob a ameaça de arma branca, obrigaram a vítima a facultar os códigos de acesso à sua conta bancária, apoderando-se de 700 euros, que levantaram numa caixa multibanco".

De seguida, continua o relato da PJ, "regressaram à viatura, tendo o ofendido sido transportado para a residência de um dos coautores, onde foi novamente ameaçado e agredido, sofrendo vários ferimentos. Por lhe ter sido exigido a entrega de mais dinheiro, durante o período em que permaneceu na habitação, contra a sua vontade, a vítima propôs uma deslocação a uma instituição bancária, com o pretexto de que iria contrair um empréstimo que lhe permitisse satisfazer as exigências dos suspeitos. E foi no interior da agência bancária que a vítima pediu auxílio, facultando dados sobre um dos coautores que se encontrava no exterior da mesma, tendo sido solicitada a presença de elementos da PSP que, depois de terem comparecido naquele local, localizaram e identificaram os intervenientes, comunicando tal ocorrência à Polícia Judiciária, face à natureza dos crimes em causa".

A Judiciária diz que "foram, entretanto, realizadas pela PJ as diligências investigatórias tidas por convenientes, bem como recolhidos fortes indícios dos ilícitos denunciados.

Os detidos foram presentes às autoridades judiciárias competentes, para interrogatório judicial, tendo-lhes sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva".

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