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SESARAM reage com números e críticas a "atrasos" nas TAC

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • 20 de set.
  • 2 min de leitura

"Não há qualquer quebra na resposta clínica a doentes oncológicos. Há, sim, um sistema em modernização", reage o SESARAM a uma notícia do Diário sobre atrasos nas TAC.




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O Diário traz hoje a público uma informação relacionada com as longas esperas para a realização de TAC (Tomografia Axial Computorizada), sobretudo as que exigem contraste, o que se torna preocupante em todas as situações, mas sobretudo nos casos graves de doentes oncológicos. O matutino acrescenta que os exames demoram a ser marcados, quando acontecem têm como passo seguinte uma demora incompreensível dos relatórios, feitos por especialistas do SESARAM mas também por contratados. No essencial, um funcionamento em contraciclo com a matriz defendida pela secretária regional da Saúde, Micaela Freitas, na qual o doente é a prioridade.

Quem não gostou da notícia foi o SESARAM, que emitiu uma nota onde diz que "não há qualquer quebra na resposta clínica a doentes oncológicos. Há, sim, um sistema em modernização, sustentado na competência dos seus profissionais e na orientação estratégica de um Governo que prioriza a Saúde com rigor, transparência e investimento".

O comunicado do SESARAM passa grande parte dele a classificar de falsas as informações constantes da notícia. Os dois primeiros parágrafos são para criticar o que o SESARAM entende como um clima de pânico criado pela notícia, os parágrafos seguintes explicam a existência de uma "tecnologia de ponta".

Sem explicar se há atrasos, nos exames e nos relatórios, o SESARAM continua a olhar para dentro sem justificar para fora: "O SESARAM adquiriu é tecnologia de última geração, que recorre a inteligência artificial, maior velocidade de aquisição e superior qualidade de imagem. A recente atualização do equipamento TAC central, de 64 para 80 cortes, representa um investimento significativo na modernização tecnológica, traduzindo-se em ganhos objetivos na rapidez e precisão do diagnóstico. Não se trata de “falta de meios”, mas sim de uma estratégia consciente de inovação e reforço da capacidade assistencial".

O Serviço de Saúde continua a sua resposta:

"A acusação de que “assistentes técnicos escolhem doentes” para exames é absolutamente falsa e lesiva da ética profissional. Todos os exames com contraste exigem, por lei, a validação e presença médica, bem como a assinatura de consentimento informado por parte do utente. A triagem é exclusivamente clínica e cumpre rigorosamente a legislação nacional e os protocolos definidos pelas boas práticas médicas".

O SESARAM afirma garantir o seu projeto com números:

"Importa recordar que, em 2024, o SESARAM realizou um total de 42.886 TAC. Só no primeiro semestre de 2025, já foram efetuados 29.057 TAC, evidenciando uma atividade assistencial consistente e em crescimento.

Estes números comprovam que ambos os equipamentos – o instalado no Serviço Central de Radiologia e Neurorradiologia, com funcionamento regular de segunda a sexta-feira, e o existente no Serviço de Urgência, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana – estão plenamente operacionais e ao serviço da população".


 
 
 

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