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  • Duarte Azevedo

Técnicos é que fazem de Delegados no Marítimo B e Marítimo Sub 23


Situação algo sui generis nos 'bancos' verde-rubros


O prometido é devido pelo que hoje, depois de ontem ter anunciado, trago à estampa casos onde o 'banco' de algumas equipas não tem sentado nenhum dirigente, na verdadeira aceção da palavra.

Referimo-nos aos 'bancos' das equipas representativas do Marítimo B e do Marítimo Sub 23. Em ambos os casos, com técnicos do clube a fazerem o papel de delegados, assumindo, assim, esse papel de dirigente/diretor. Ou seja, entre a ajuda à preparação para o jogo, nomeadamente no 'aquecimento' dos jogadores, há a necessidade de interromper, por exemplo, para ir à cabine do árbitro entregar a 'ficha do jogo' e mais o que for preciso... Depois, sim, voltar à sua tarefa de técnico, interrompida, entretanto, desde que seja necessário levantar a placa de substituição...

E não se pense que tal sucede num mero fim-de-semana. Nada disso. Há algumas épocas que é assim.

Por exemplo, ainda na recente estadia do Marítimo B no continente, onde esteve mais de um mês a jogar para o Campeonato de Portugal, foi o 'adjunto' de Ludgero de Castro, Sérgio Renato, a cumprir esse papel. Aqui nem era o caso do técnico não ter habilitações para estar no 'banco' e, por isso, ser inscrito como Delegado na 'ficha'; não, até porque Renato possui o nível III de treinador. Algumas vezes, porém, vimos outro técnico, Luís Faria, com a placa das substituições. E outras questões burocráticas porventura foram resolvidas pelo treinador principal, Ludgero de Castro - vá lá que ainda foi o técnico de equipamentos João Carlos...

Mas o Delegado ser um treinador nada tem a ver com o tempo de permanência fora da Região. Há duas épocas a esta parte é isso que acontece na equipa do Marítimo Sub 23, o que voltou a acontecer segunda-feira quando atuou no Estoril e teve o treinador de guarda-redes, Costinha, como Delegado - vide foto.

Será que se encontra outra equipa do Campeonato de Portugal, e são 96 - ou eram, agora sem União, Camacha e Câmara de Lobos... - ou da Liga Revelação nas mesmas circunstâncias?! Um levantamento difícil de ser ser feito, mas... parece-nos que não. Enfim, será mais um inédito verde-rubro.

Acresce que estas equipas têm que ter inscritos na ficha de jogo um Treinador Principal, um Delegado, um Enfermeiro ou Fisioterapeuta - nos jogos em casa' os Sub 23 têm de ter médico. O que os verde-rubros resolvem socorrendo-se de profissionais continentais, como sucedeu na estada da equipa B no continente, que levou João Luis como massagista, mas teria de ter, como teve, a companhia de um Fisioterapeuta. O mesmo sucedendo com os Su 23. Mas, atenção, esta de recrutar profissionais desta área no continente é prática, também, noutras coletividades, nomeadamente nas chamadas 'amadoras'.

Conclui-se, porventura, que esses técnicos de duas funções ganham - ganhar, ganhar, não ganham... - , assim, outra experiência: preenchimento de fichas de jogos, acompanhamento de atleta ao hospital se for necessário, levantamento da placa de substituições e tudo o mais que for preciso como representante oficial do clube... E ficam na história vivenciando experiências únicas! Sim, não há clube algum, por mais modesto que seja, que não apresente um diretor-técnico, um dirigente. Mas, claro, se calhar estes é que estão errados!

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