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  • Henrique Correia

TAP prepara despedimentos, reduz frota e salários; 500 pilotos fora da companhia

Depois desta reestruturação, resta saber se a TAP estará em condições de dar resposta ao necessário serviço público para as ilhas


A TAP vai sofrer uma autêntica revolução. Já estava difícil antes da pandemia, em função dos desequilibrios de gestão, mas ficou pior com a crise que tem afetado o setor da aviação em todo o mundo e que cintribui para que as empresas sejam forçadas a restrições. Por isso, vem aí o inevitável: despedimentos, redução da frota e redução de salário. Para a rua vão 500 pilotos.

Rescisões por mútuo acordo, licenças não remuneradas de longo prazo e trabalho a tempo parcial, além dos cortes salariais transversais e despedimentos. Os sindicatos dizem que haverá uma redução de 25 por cento de toda a massa salarial e uma redução da frota para 88 aviões. O plano de reestruturação da TAP tem um prazo prmara ser apresentado à Comissão Europeia: 10 de dezembro.

Nos planos está o despedimento de 750 tripulantes efetivos, além dos 1000 contratos a termo que foram denunciados. No total, haverá uma extinção de 1800 postos de trabalho.

Resta saber se esta reestruturação, numa fase em que o Estado volta a ter maioria de capital na empresa, irá dar resposta a um serviço público que está reservado a esta função, designadamente a prestação do serviço para as Regiões Autónomas.


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