Buscar
  • Duarte Azevedo

VAR também polémico no andebol

Um caso no 'Europeu' feminino com arbitragem de duas portuguesas


O VAR é um instrumento que pode ser muito útil à arbitragem. Como se assume, sem discussão, por exemplo, no râguebi ou no futebol americano. No caso do futebol, exemplos vários transmitem uma ideia errada mas a culpa é pura e simplesmente de quem é... VAR. As ferramentos só podem ajudar mas se quem as maneja é incompetente/maldoso... O caso do FC Porto 2-Marítimo 3 - e trago aqui até um caso em que a equipa que foi extremamente prejudicada ganhou - foi demasiado flagrante. E o que aconteceu a quem não cumpriu a(s) lei(s)? Esteve um ou dois jogos de fora e lá voltou à ação. Há situações em que o árbitro/VAR é cego e como tal não pode estar no ativo ou encontra-se de má e... também não pode atuar. Enfim...

Vamos ao caso do andebol. Decorre o Europeu feminino na Dinamarca e o jogo entre a Rússia e a Espanha ofereceu-nos, na passada sexta-feira, um belo espetáculo, não estivessem em campo a campeã da Europa e a campeã olímpica. Jogo emotivo, com incerteza no resultado (terminou 28-28) e a escassos minutos do final eis que o técnico francês, Olivier Krumbholz, mediante uma ação faltosa da russa Dimitrieva faz, com as mãos, o sinal de VAR. As árbitras, curiosamente as gémeas portuguesas do Porto, Vânia e Marta Sá, não fizeram caso. A russa, por isso, continuou a jogar - a falta justificava a admoestação e consequente expulsão - e acabaria por ter papel importante no empate final.

Duas notas: o treinador francês nas declarações após o jogo nada referiu a propósito; o VAR no andebol tem um protocolo ainda mais restritivo que no futebol, é um instrumento a que pouco se socorre, apenas em casos de cartão vermelho, eventuais golos que levantem dúvidas ou situações dúbias nos últimos segundos do jogo.

30 visualizações

Posts recentes

Ver tudo