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  • Henrique Correia

Vereadora em teletrabalho deve ser substituída nos termos da lei, reafirma Menezes de Oliveira

Idalino Vasconcelos, o presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, garante solidariedade com Sofia Santos "tendo em conta os alegados maus tratos e violência doméstica"


A situação decorrente da ausência da vereadora Sofia Santos, na Câmara Municipal do Porto Santo, começa a ser de gestão incómoda para o normal funcionamento da Autarquia. Sofia Santos era do PS, passou a independente mas na prática funcionava como mais um voto social democrata. Com dois vereadores do PSD e dois da oposição, o voto de qualidade do presidente garante o resto.

O vereador socialista Filipe Menezes de Oliveira veio a público, no JM, criticar a situação. E Idalino logo esclareceu que "a vereadora Sofia Santos encontra-se, como já é público, numa situação extraordinariamente delicada, tendo em conta os alegados maus tratos e violência doméstica, aliás, situação que se encontra em segredo de justiça e devidamente acompanhada por quem de direito". O presidente garante que "a sra vereadora terá toda a solidariedade até que a haja uma decisão judicial" que contamos que aconteça o mais rápido possível. Por isso, como é possível atacar politicamente a vereadora, que na sua frágil situação que se encontra, é potencialmente vítima".

Numa posição publicada no Facebook, Idalino Vasconcelos diz que a vereadora está a "cumprir todas as suas competências, articulando com as suas equipas e com o restante executivo, não estando fisicamente presente, mas que a Lei acautela integralmente".

O presidente da Câmara recorda que "no passado, quando o vereador era presidente, não tomou a mesma posição com a sua vereadora Marisa Drumond Maia, quando esta estava em gozo do seu direito legal à maternidade ou mesmo quando faltou às reuniões de Câmara, não tendo tomado a mesma atitude que agora está a ter com a Vereadora Sofia. Recorda ainda a forma como decorreu o regresso dessa vereadora e o inferno que viveu, em Janeiro de 2015. Lembram-se?"

Ontem, pela mesma via, o vereador Menezes de Oliveira responde sublinhando que "o problema não tem que ver com a Senhora Vereadora, Sofia Santos, nem com a sua vida privada e íntima. Que fique bem claro! O problema tem a ver com o que a lei prevê para o normal funcionamento da Câmara Municipal, o órgão executivo do Município". Lembra que "a ausência forçada da vereadora não deve impedir a Câmara Municipal de funcionar de forma normal, dando resposta adequada e célere a todas as necessidades dos munícipes e das entidades públicas e privadas, que têm relação com o Município".

O vereador termina lamentando a situação "atendendo os factos tornados públicos pelo presidente Idalino", mas também alerta que "esta situação obriga a que seja necessária e urgente a sua substituição por outro vereador, nos termos da lei".


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