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  • Foto do escritorHenrique Correia

Viagem à Venezuela sob investigação; "empresa dos jornais" organizou tudo





Confira o ajuste direto do Governo a uma empresa denominada Rameventos cujos administradores eram os administradores do Diário e do JM (publicações que têm como proprietário comum o empresário Avelino Farinnha) à época respetivamente Carlos Fernandes e António Abreu. Confira o contrato:



A questão não é nova mas o Correio da Manhã veio trazer a público novos desenvolvimentos relativamente à viagem que o presidente do Governo Regional fez à Venezuela e Curacau, juntamente com uma comitiva, entre 9 e 18 de outubro de 2022. Diz o CM que os bilhetes de avião para a visita oficial a Curaçau, em 2022, foram emitidos 11 dias antes de ser lançado o concurso público. A comitiva de 13 pessoas custou 96 836 euros.

A denúncia já tinha sido feita pelo partido JPP ao Ministério Público, "por suspeitas de má gestão de dinheiros públicos e alegado favorecimento de uma empresa ligada a Avelino Farinha, empresário que esteve detido no âmbito do processo da Madeira".

De facto, existem contornos da adjudicação da viagem que são tão ou mais questionáveis do que propriamente o valor envolvido, sobretudo no domínio do conflito de interesses, da transparência e das cumplicidades entre poder político e comunicação social. De facto, a viagem foi adjudicada a u a empresa "Rameventos", cujos administradores são, simultaneamente, os administradores dos dois jornais diários Diário e JM, que como se sabe tem como prioritário comum o empresário Avelino Farinha, que esteve detido justamente com Pedro Calado e Custódio Correia num processo de suspeitas de corrupção.

Acontece que este envolvimento dos dois administradores dos dois jornais, à época Carlos Fernandes (Diário) e António Abreu (JM) deixa muitas dúvidas sobre uma relação de independência para com o poder político, além de que suscita questões, independentemente de eventuais irregularidades, sobre a real necessidade de uma estrutura como o Governo, com uma direção regional das Comunidades, recorrer a uma empresa externa e logo com ligações aos jornais, para um serviço de viagens oficiais.

Esta empresa, diga-se, já foi responsável por 27 contratos com departamentos oficiais, entre Governo e Câmaras, que totalizam 893.092 euros, sendo que entre eles estão contempladas as organizações do Dia da Região no Reino Unido, em 2022 e 2033, num tital de 92.250 mil euros.



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