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  • Foto do escritorHenrique Correia

Viver no Funchal é difícil mas andar descansado também...



Estão à espera de quê para uma atuação mais enérgica? Estão à espera de situações mais graves, o que nem seria de estranhar tal a violência que vemos ser exercida, como testemunham vídeos que circulam nas redes sociais?




Tenho muita pena da minha cidade de sempre, o Funchal, ter chegado a este ponto de intranquilidade. Não é seguro andar despreocupadamente pela cidade mesmo à luz do dia, é preciso ver quando começa a pancadaria ou quando do nada há desacatos cada vez mais frequentes em determinadas zonas, todos sabemos onde, a polícia também sabe. E depois das 19 horas, mas ainda mais pela noite dentro, é mesmo perigoso passar pelas zonas centrais do núcleo funchalense. E os políticos do politicamente correto podem dizer o que quiserem, a polícia pode deitar mão das estatísticas para defender o que quiser, mas andar na cidade traz uma sensação de insegurança. O Funchal nunca mais foi o mesmo depois da pandemia e o fluxo turístico, algum, potenciou o tráfico e o consumo de droga.

As vezes que a polícia tem sido chamada, esta semana, de manhã, à tarde, à noite ou de madrugada, tem um significado no que se prende com uma certa impunidade generalizada que a Justiça foi criando com as deficientes leis que existem e que são insuficientes para travar o que vai por aí.

Turistas agredidos na Avenida, de madrugada, pancadaria no Largo das Fontes, noites seguidas, em horário onde ainda existiam familias pelas ruas, correndo riscos e sujeitas a esta exposição que, num instante, alastra para a estrada. Polícia chamada várias vezes, esta quinta-feira, à Rua Dr. Fernão de Ornelas, rua movimentada, com locais e turistas, mas nem isso inibe episódios de desacatos que se sucedem sem que a própria polícia consiga evitar agressões e feridos, como foi o caso das situações relatadas pelos jornais. Se isto não é insegurança...

É importante termos noção e termos responsabilidade. Noção do que se está a passar e responsabilidade de atuar, com os meios que existem ou outros, mas de forma a que os cidadãos vejam que estão a fazer qualquer coisa que desencoraje estas atitudes. Cada vez que existem episódios destes sem as devidas consequências, os próximos episódios são certamente piores, mais graves. E não é resposta minimamente aceitável desculpar com excessos normais da juventude à mistura com uns copos a mais. Não, não é possível que ocorram, sem consequências, estas situações. As da noite de forma recorrente no fim de semana. Sempre nos mesmos sítios e às mesmas horas nos mesmos dias. E sempre com as desculpas do costume e a promessa de câmaras, cuja instalação demora uma eternidade e o tempo passa com mais problemas e mais pancada da grossa nas madrugadas do Funchal.

Estão à espera de quê para uma atuação mais enérgica? Estão à espera de situações mais graves, o que nem seria de estranhar tal a violência que vemos ser exercida em vídeos que circulam nas redes sociais e que, pensamos nós, a policia também visualiza?. Digo eu que não percebo nada de segurança e apenas expresso, aqui, a preocupação de muitos madeirenses que já nem vêm à cidade à noite em dias sem festas especiais. Esta é, infelizmente, a triste realidade.

Já depois de elaborado este artigo, houve uma declaração do vice presidente da Câmara do Funchal no sentido de estar a ser preparada uma estratégia no que se relaciona com o horário dos estabelecimentos de diversão noturna, medida que, diz Bruno Pereira, estará para breve. Ainda bem, venha rápido. Falta a outra segurança à luz do dia.

Já que os madeirenses não podem viver na cidade, pelo menos que possam andar descansados.



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