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  • Foto do escritorHenrique Correia

A cidade tem pressa de segurança...




Até acho que as entidades regionais e locais, bem como as estruturas policiais, têm detetado o problema e sabem soluções. Mas tudo demora uma eternidade, nas decisões, na nova legislação, na operacionalidade no terreno.




A Câmara já fechou zonas criticas mas na prática há mais gente de risco na rua. E pouca legislação para que as entidades possam atuar mais e melhor.


Desde a pandemia que a cidade do Funchal pede "ajuda". Desde a pandemia, a cidade que faz anos neste 21 de agosto, nunca mais foi a mesma em matéria de segurança. Antes, tinha sem abrigo e delinquentes, tinha pequenos furtos? Tinha, quase que conseguíamos identificar quem eram, e então a polícia nem se fala, conhecia-os como ninguém tantas as vezes que eram detidos e os juízes mandavam para casa, que é como quem diz a caminho de novo furto ou de novo negócio de droga. Talvez hoje seja a única coisa que não mudou, esta dos juízes mandarem para casa.

Ninguém tratou da segurança da cidade em pandemia. A COVID-19 absorveu atenções e o Funchal foi literalmente abandonado a uma ocupação "desmemorizada" da qual nunca mais se refez e hoje é o que se vê, um Funchal com grupos cada vez mais alargados de pessoas vagueando pela cidade, tantas vezes protagonizando cenas de pancadaria entre si na via pública, ameaçando pessoas que se recusam a dar dinheiro. Misturam-se entre turistas e locais, deitam a mão ao pescoço de fiéis, para tirar fios de ouro, dentro da Sé-ao ponto que se chegou - o que naturalmente causa insegurança, que é mais do que uma sensação, é uma realidade do dia a dia com episódios contados por quem passou por situações que até agora só ouvíamos falar que aconteciam por outras paragens consideradas violentas, onde a recomendação é não levar nem colares nem anéis, nem relógios.

Claro que é excessivo comparar com destinos violentos, felizmente não chegamos a esse ponto. Mas também estava tudo controlado com meia centena de sem abrigo e agora, tudo junto, penso que deve andar pelas duas centenas, acredita-se que a droga seja uma "ocupação" da maioria, que vê no grande fluxo turístico uma vantagem que para o destino funciona como um problema acrescido dos consumos de substâncias ilícitas. O turismo é bom, mas também tem esta parte para a qual as autoridades devem estar em alerta, e certamente estão.

É importante devolver a sensação de segurança ao Funchal, mas também a segurança que dá a sensação. Até acho que as entidades regionais e locais, bem como as estruturas policiais, têm detetado o problema e defendem soluções. Mas tudo demora uma eternidade, nas decisões, na nova legislação, enquanto a cidade tem pressa para mostrar um desenvolvimento, como mostra, uma modernidade, como mostra, um turismo de várias gerações, como tem, mas com as soluções adiadas pela burocracia fazendo perigar qualquer projeto político e estratégico para a cidade.

O Funchal faz anos neste 21 de agosto. E é preciso insistir no debate sobre a pressa que todos temos de recolocar a "nossa" cidade onde deve estar em matéria de segurança. Sem isso, podemos estar a comprometer o futuro da cidade.





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