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  • Henrique Correia

"A cobardia, a indiferença e o “virar a cara” podem ter consequências gravíssimas"



As palavras são do presidente do Parlamento Regional que comemorou abril de 74 com plateia da Ucrânia a simbolizar a solidariedade com o povo ucraniano. Depois da guerra, nada fica igual no mundo, diz José Manuel Rodrigues no Parlamento




Desenvolver é objetivo longe de ser alcançado e deve ser prosseguido".



O presidente da Assembleia Regional fez hoje uma homenagem ao povo ucraniano nas comemorações dos 48 anos do 25 de abril de 74. Com uma plateia de reoresentantes do povo que é alvo da invasão russa.

José Manuel Rodrigues disse que "quando se dava por adquirido que a Paz era o caminho prosseguido pelos países pertencentes à Organização das Nações Unidas, eis que esta invasão da Ucrânia veio abalar essas nossas certezas e pôr em causa a nossa civilização e, porventura, uma parte do nosso futuro". Por isso, não tem dúvidas: "O Mundo não voltará a ser o mesmo depois da pandemia e depois desta guerra na Ucrânia".

O líder do Parlamento lembra que "é num enquadramento de imensas dificuldades que assistimos, também, a um retrocesso da Democracia e a um avanço das ditaduras, ou de regimes limitadores das liberdades. A maioria dos cidadãos do nosso mundo vive em regimes autoritários, sendo que apenas um quinto vive em sociedades livres.

Os restantes, a imensa maioria, quase oitenta por cento, residem em países com regimes autoritários ou em sistemas políticos com graves limitações às liberdades"

Recorda ainda José Manuel Rodrigues que "esta realidade é tanto mais preocupante quando, há dez anos, a situação era a inversa e metade dos cidadãos da ‘aldeia global’ vivia em Democracia e apenas um quarto sofria a opressão das ditaduras. Este é um sério motivo de reflexão quando, hoje, em Portugal, festejamos os 48 anos da implantação da Democracia e do regresso das Liberdades".

O presidente da Assembleia lanca um desafio: "Há momentos na História onde a falta de coragem, a tibieza, o “lavar de mãos”, levaram os povos, e os países às maiores tragédias e a grandes catástrofes. Este é um desses momentos, em que a cobardia, a indiferença, o “virar a cara”, podem ter consequências gravíssimas para cada um de nós e para toda a Humanidade.

Hoje, temos de seguir o exemplo dos ucranianos que combatem pela sua Nação, pela Democracia e pelas Liberdades.

José Manuel Rodrigues considera que um dos objetivos de abril, a par da Descolonização que está concretizada e da Democracia que está implantada, Desenvolver é objetivo longe de ser alcançado e deve ser prosseguido".

"É certo que, nestes 50 anos, demos passos gigantescos nos domínios da Saúde, da Educação e da satisfação das condições básicas de vida da população, mas subsistem graves assimetrias de desenvolvimento e enormes desigualdades sociais, que precisam de ser esbatidas e corrigidas.

Um Portugal que asfixia a sua classe média com impostos; que paga salários insuficientes à maioria dos seus trabalhadores; que só tem para oferecer aos seus jovens trabalho precário; que atribui pensões muito baixas aos seus mais velhos, é um país que precisa de repensar o seu modelo de desenvolvimento", refere o presidente da ALRAM.

Diz ainda Rodrigues que "a carga fiscal pesadíssima, que castiga quem investe, inova e mais trabalha, a par de um sistema de subsídios sociais injusto e distorcido, de administrações públicas burocratizadas e desconfiantes do investimento e da criação de riqueza e com a ausência de uma cultura que premeie o esforço e o mérito são, com certeza, algumas das razões que explicam os nossos atrasos e défices de desenvolvimento".




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