A "âncora" principal do Porto Santo não é praia, é golfe...
- Henrique Correia

- há 2 minutos
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Miguel Albuquerque coloca o golfe "sem sombra de dúvidas" no topo das "âncoras" da ilha ao visitar o hotel Pestana Dunas, uma unidade do grupo Pestana com 218 quartos.

A declaração do presidente do Governo Regional na inauguração do Eco Resort Pestana Dunas, na ilha do Porto Santo, de que o golfe deve ser visto como a principal "âncora" do desenvolvimento da ilha, não uma das mas a principal, está a causar alguma polémica face à atração natural, e até agora principal, que é a extensa praia, que inclusive tem sido o mote para a construção de unidades hoteleiras junto à orla marítima precisamente tirando partido dessa mesma praia de caraterísticas inigualáveis dando a especificidades únicas do destino de tranquilidade, tirando agosto de enchente, e segurança.
Miguel Albuquerque foi ontem ao novo Pestana Dunas, que visitou ao lado do líder do grupo Pestana, Dionísio Pestana, dizer claramente que que "o Governo fez uma aposta no subsídio de mobilidade durante todo o ano, precisamente para estimular o mercado na época baixa. Mas temos de fazer uma aposta na âncora principal do Porto Santo, que é sem sombra de dúvida o golfe".
Na verdade, as declarações de Albuquerque deixam algumas dúvidas, uma vez que para muitos a "âncora" do Porto Santo é a praia, o que no fundo segura os "barcos" para sustentabilidade da economia através dos investimentos resultantes dessa mesma "âncora". Só que o presidente fez a observação apenas no que corresponde a rendimento direto, a economia que mexe o mercado e cria riqueza e postos de trabalho, admitindo-se que possa fazer esta avaliação para combate à sazonalidade e equilibrar os períodos em que a praia pesa menos e o sossego pesa mais.
Efetivamente, o Governo Regional tem afirmado que o golfe constitui uma aposta na Região, apontando seis campos como meta e zonas definidas como prioritárias, o Porto Santo naturalmente, mas também a Ponta do Pargo e recentemente o Faial.
Relativamente à unidade hoteleira agora disponível no Porto Santo, trata-se de um tudo incluído, numa primeira fase de 218 quartos, mas com uma possível segunda fase a depender da evolução da oferta de transporte aéreo, um dos problemas para a ilha.



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