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  • Foto do escritorHenrique Correia

Albuquerque "avisa": sem maioria do PSD, "toda a gente vai sentir"



O que Miguel Albuquerque pretende é a maioria absoluta. E na entrevista ao DIÁRIO pede "lucidez" aos eleitores, entendendo-se lucidez pelo voto no PSD.




A entrevista de Miguel Albuquerque ao Diário é deveras interessante do ponto de vista da avaliação política que faz sobre a forma como quer que os eleitores vejam o PSD de fora para dentro, ou seja um partido como não há igual, é o PSD ou o caos, a última bolacha do pacote. Uma entrevista claramente marcada pela hegemonia social democrata e por um discorrer de desenvolvimento, de futuro, de uma necessária dependência da governação para evitar o retrocesso, a estagnação, a interrupção da subida da economia, da redução do desemprego, de tudo o que pode acontecer com a derrota do PSD.

A palavra maioria aparece como chave nestas declarações a um dos dois únicos matutinos madeirenses, como se sabe com um proprietário em comum, o empresário Avelino Farinha. Albuquerque disse e o jornalista, e bem, puxou para título, onde a necessidade de síntese não permitiu concretizar a que tipo de maioria se referia. O título foi este: ""Toda a gente vai sentir se não tivermos maioria". Não é uma ameaça, mas pode parecer. É um alerta, um "vejam lá o que fazem". Que maioria? A maioria relativa que o PSD vem registando desde 2019, com governos de coligação ou a maioria absoluta que o PSD não tem desde essa altura? Toda a gente vai sentir, diz Albuquerque. E é de crer que sim, algum pretensismo à parte, que se explica pelo tudo por tudo que está a dar atendendo à conjuntura política e judicial, que muita gente ia sentir uma eventual perda de votos e de maioria do PSD. Dizer toda a gente resvala num plano democrático escorregadio, mas sem dúvida que um "exército" de "longa duração" ia sentir e muito. Só em apoios, meia Madeira parava de tanto sentir. E é também isso que Miguel Albuquerque sabe e pensa.

O que Albuquerque pretende é a maioria absoluta. E pede lucidez aos eleitores, entendendo-se lucidez pelo voto no PSD. Enumera o vasto conjunto de obras que efetivamente foram lançadas pelos seus governos, aponta para a a obra emblemática do novo Hospital e para todos os crescimentos que politicamente lhe dão crédito de pré campanha, não fazendo óbviamente parte desse cenário de sucesso o que disse José Manuel Rodrigues sobre o aumento da pobreza e por isso deve preparar-se para mais boicotes do PSD em iniciativas enquanto presidente da Assembleia.

Albuquerque fala em resistir às consequências do processo judicial, diz-se de consciência tranquila, e quando o jornalista questiona sobre se não deveria ter traduzido, nas listas, o equilíbrio que houve na votação interna, responde que neste "périplo" pelas freguesias e pelos concelhos (nem perdeu a festa dos vizinhos) "tem aparecido a malta toda", mesmo que esteja consciente que a "malta" é para aparecer e as supostas faltas de comparência são, não digo que anotadas, mas notadas de certeza.

Para "memória futura", se ganhar as eleições, o núcleo duro do Governo é para manter.

Mas como diz Albuquerque, o futuro político da Madeira será aquele que o povo quiser a 26 de maio.

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