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  • Foto do escritorHenrique Correia

Albuquerque faz Natal "laranja" entre o Dubai e o Conselho de Estado




Militantes e dirigentes do PSD-M estranham que, não havendo vice presidente, tenha sido Calado a acompanhar Albuquerque nas mesas para os cumprimentos oficiais. "E os outros membros da Comissão Política?", questionam.



O PSD Madeira vem de uma Festa (de Natal) em grande no Tecnopolo, os números oficiais falaram de 1500 pessoas e a essa dimensão juntou-se uma mensagem de mobilização para as eleições nacionais antecipadas de 10 de março, sendo que já se sabia antecipadamente que Miguel Albuquerque vai apresentar os candidatos a 13 de dezembro, dia em que vai anunciar as novidades da lista em coligação com o CDS e é quase certo que será Albuquerque o cabeça-de-lista, pelo menos é essa a versão que várias "fontes" avançam como a mais provável se não houver mudança de última hora.

O jantar de Natal foi para Albuquerque um teste de onda laranja, sentiu o calor dos militantes, em espírito natalício, recém chegado de uma visita de uma semana ao Dubai, de âmbito familiar e na companhia do deputado Adolfo Brazão, também em família. Mal recuperados da viagem, naturalmente de âmbito particular, enfrentaram logo uma festa daquela envergadura para um agradecimento pelo que foi feito nas Regionais e um pedido para o que falta fazer nas nacionais, onde os estudos, mesmo do PSD, dão conta de perda de votos. E por isso, todo o empenho é pouco.

Mas internamente não é tudo tão pacífico quanto parece. De facto, o jantar foi de grande aparato de militância, o secretariado trabalhou bem na mobilização que compôs a sala, mas várias fontes deixaram algumas dúvidas de legitimidade para a "colagem" de Miguel Albuquerque a Pedro Calado levando-o ao lado na ronda pelas mesas. Dizem que o PSD-M não tem a figura de vice presidente e, por isso, Pedro Calado surge como um elemento da Comissão Política, o que faz com esta escolha/preferência seja mal entendida pelo resto da comissão. Entendem que ou vão todos ou não vai ninguém.

Além disso, não é segredo para ninguém a existência de divergências internas relativamente à coligação PSD/CDS, designadamente considerando que o CDS não é mais valia, ao que os centristas contrapõem com a estabilidade governativa que justifica não ser posta em causa por um eventual "divórcio" nas nacionais. Por conveniência e em nome da estabilidade, vão juntos.

Mas há um outro dado que correu pelo jantar social democrata, embora em surdina, enquanto se falava em mobilização: o PSD e o CDS foram juntos mas nunca fizeram contas da campanha das Regionais. Ou seja, juntos para colher votos, mas a pagar foi só o PSD, uma realidade que deixa alguns militantes e dirigentes descontentes, sobretudo por não ter havido intenção de resolver, por parte das lideranças, a partilha de custos.

Claro que a mensagem de mobilização não é para "furar" e ninguém vai mexer no que Albuquerque fizer. Mas é sobre este clima subliminar que Miguel Albuquerque prepara a apresentação da lista de candidatos da coligação, com o CDS a ficar com o quinto lugar. Quarta-feira anuncia depois de, hoje, ter estado no Conselho de Estado onde se votou a dissolução do Parlamento dos Açores.

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