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  • Henrique Correia

Albuquerque "traz" Passos Coelho para o PSD se reconciliar com o passado


Líder do PSD Madeira subiu ao palco do Congresso para pedir unidade e deixar um recado: "Um PSD onde pululam os egos exacerbados e o aparelhismo medíocre, é um PSD sem condições para governar".





Paulo Mota Pinto chamou Miguel Albuquerque ao palco do congresso nacional do PSD como se fosse presidente dos Açores, um lapso rapidamente explicado por uma distração qualquer momentânea e não, obviamente, de conhecimento, talvez por falta de hábito nestes contactos. Mas lá foi falar Miguel Albuquerque líder na Madeira. Unidade e reconciliação com o passado lembrando Sá Carneiro, Cavaco Silva e Passos Coelho, foram o foco da intervenção.

As palavras do presidente do PSD-M foram caraterizadas pela mobilização do partido, com críticas às questiúnculas internas que corroem o partido, deixando claro que quem não quer participar não chateie. Foi ao passado para dizer que o PSD não deve ter medo de se orgulhar desse passado, meteu no mesmo saco líderes que foram amados e odiados em função das ocorrências de governação. Nesses opostos Sá Carneiro, um estadista que ultrapassou o próprio partido, e Passos Coelho, uma figura que a pretexto da recuperação do país, acabou por ficar marcado por uma impopularidade, são poucos os que o querem de volta, ainda que neste congresso muitos "passistas", incluindo Albuquerque, tenham ganho espaço para um possível novo PSD.

Miguel Albuquerque disse aos congressistas que "o País está há décadas parado na mesma página da resignação e da decadência economia, social e institucional. Antes do 25 de abril éramos o país mais atrasado. Hoje, estamos a caminho de sermos o país mais pobre da União Europeia. E só o PSD tem condições para sacudir o estigma da pobreza, só o PSD é alternativa ao Governo".

Para o líder madeirense "com a liderança de Luís Montenegro, os simpatizantes do PSD são chamados para este projeto. É decisivo que o PSD garanta unidade para dar credibilidade ao país. Um PSD onde pululam os egos exacerbados e o aparelhismo medíocre, é um PSD sem condições para governar. Por isso, quem não quer participar, deixe de chatear".

Na perspetiva de Albuquerque, "o PSD precisa de se reconciliar com o passado, foi um partido que sempre rompeu com os tabus e sempre liderou os ciclos". Dá exemplos de Sá Carneiro, Cavaco Silva e Passos Coelho. Diz mesmo que "foi com Passos Coelho que o PSD teve a coragem e o sentido patriótico de salvar Portugal da bancarrota".

Albuquerque lembra que "o PSD não é um partido qualquer. Não vai desaparecer, estamos nos governos da Madeira e dos Açores, temos 113 câmaras".

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