ANIMAD devolve verba ao Governo e recusa prestar "vassalagem"
- Henrique Correia

- há 1 dia
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Associação já pagou os 3.374,77€ e diz que "os montantes que alegadamente apresentavam discrepâncias encontravam-se devidamente justificados através de transferências bancárias".

A ANIMAD, uma associação da causa animal, na Madeira, foi informada, pelo Governo Regional, da obrigatoriedade de devolver à Região 3.374,77€, ficando lesada com mesmo valor para o protocolo seguinte de 2026 totalizando = 6749.54€ , isto com base no Subsidio/Protocolo Anual para a Causa Animal através da Secretaria Regional Agricultura e Pescas. A razão foi a apresentação de despesas de manutenção de uma carrinha utilizada ao serviço da associação. A Associação argumenta que estamos a falar "de uma viatura que percorre cerca de 540 quilómetros por semana em prol da causa: transporte de animais, recolha de alimentos, deslocações a clínicas veterinárias, ações de resgate e inúmeras outras tarefas indispensáveis. Não se trata de um veículo de luxo nem de um benefício pessoal.
Agora, a ANIMAD anuncia já ter pago esse valor, apesar de considerar injusta esta situação.
"Esse valor foi integralmente pago pela Direção da Associação, recorrendo aos seus próprios salários e recursos pessoais, apesar de continuarmos a considerar esta decisão profundamente injusta. Os montantes que alegadamente apresentavam discrepâncias encontravam-se devidamente justificados através de transferências bancárias, declarações de pagamento e documentação de suporte que, em qualquer entidade contabilística séria e em qualquer parte do mundo, seriam considerados comprovativos válidos e aceitáveis", explica a Associação numa nota publicada no Facebook.
"Mantemos a convicção de que esta situação resulta de uma atitude persecutória para com a nossa instituição. Ainda assim, a ANIMAD não deve nada a nenhum governo, governante ou entidade pública. O seu património assenta exclusivamente no trabalho, na dedicação, na transparência".
"Reiteramos de forma firme: deveria existir uma profunda reflexão moral antes de retirar um único euro a uma instituição que tanto admiramos pela sua frontalidade, clareza e independência. Uma instituição que jamais se curvou perante interesses, conveniências ou a necessidade de prestar vassalagem a quem quer que seja".



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