Apoiante de Manuel António lembra internas de 2024 em menos de um mês

"O tempo de espera até agora, somado até ao tempo de espera pelas novas eleições regionais, seria mais do que suficiente para o iniciar e concluir de um processo de clarificação interna".

O antigo deputado social democrata Dinis Ramos, militante que apoia Manuel António Correia, fez uma publicação onde desmonta a tese de não haver tempo para eleições internas face à realização de eleições regionais previsivelmente para 16 ou 23 de março, uma decisão ainda não tomada pelo Presidente da República, que esta sexta-feira, 17 de março, reúne o Conselho de Estado. Dinis Ramos lembra que "no passado, o PSD já demonstrou ser capaz de realizar processos internos em prazos mais curtos. Nas eleições internas de 2024, por exemplo, o Conselho Regional do PSD ocorreu a 21 de Fevereiro e as eleições directas a 20 de Março, ou seja, em menos de um mês".
O ex-deputado alude ao facto de em pouco mais de uma semana, 540 militantes do PSD terem subscrito um pedido de convocação de congresso e eleições internas, referindo que "volvido quase um mês, os órgãos regionais eleitos do PSD continuam sem dar resposta aos seus militantes, quando os Estatutos são claros: 300 assinaturas dão lugar a um congresso extraordinário".
Sublinha Dinis Ramos que "o tempo de espera até agora, somado até ao tempo de espera pelas novas eleições regionais, seria mais do que suficiente para o iniciar e concluir de um processo de clarificação interna e reforço da liderança".
Acrescenta ainda que "a realização de novas eleições internas - pelo efeito mobilizador, por envolver as bases, criar entusiasmo e dinâmicas de campanha - seria fundamental para o PSD se apresentar mais forte para o sufrágio regional antecipado, com uma liderança fortalecida e clarificada, independentemente do seu vencedor".
"É fundamental que o PSD avance para as novas eleições regionais com, primeiro, todas as questões internas resolvidas, para, depois, conseguir a tão desejada representação parlamentar que nos permita ter, para a Madeira, um governo estável para quatro anos".



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