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Apoio a Montenegro não pode ser só "porque sim", diz Carlos Rodrigues

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 9 horas
  • 2 min de leitura


Carlos Rodrigues defende um "caderno de encargos" para que o apoio do PSD-M à recondução da liderança nacional faça sentido depois "de termos sido sistematicamente, ignorados pelo partido, depois de termos perdido influência".




O antigo deputado social democrata madeirense Carlos Rodrigues, hoje vice presidente da Câmara do Funchal liderada por Jorge Carvalho, tornou pública a sua opinião sobre o posicionamento do PSD Madeira relativamente às internas nacionais que deverão reconduzir Luís Montenegro na liderança do PSD. No essencial, defende um apoio do PSD-M mas condicionado a um conjunto de compromissos do líder face à Madeira, uma espécie de "caderno de encargos" para que o apoio da Madeira não seja apenas porque sim, sobretudo depois da desconsideração do partido no que toca aos deputados do PSD-M no tema alterações ao

Modelo de Mobilidade Aérea.

Carlos Rodrigues escreve que "o eventual apoio a esta candidatura não pode ser gratuito, dogmático e só porque sim. Esse apoio tem, obrigatoriamente, de ser negociado, exigente e condicionado. Deve ser precedido da apresentação de um caderno de encargos onde se incluam as nossas pretensões, as nossas exigências e que salvaguarde os nossos direitos".

O militante social democrata madeirense, agora investido de funções autárquicas, diz que "não podemos trocar um nosso apoio por lugares simbólicos e inúteis nos órgãos nacionais ou por outras benesses insignificantes. Depois de termos sido insultados pelos nossos em plena Assembleia da República, depois de termos sido, sistematicamente, ignorados pelo partido, depois de termos perdido influência, depois de vermos as nossas pretensões defraudadas pela indiferença e desprezo daqueles que deveriam ser nossos aliados e parceiros, não podemos regatear o nosso apoio".

Para o ex-deputado, a questão é simples: "Ou afirmamos, convicta e firmemente, a nossa posição, ou seremos relegados, definitivamente, para a irrelevância. Não nos podemos dar ao luxo de contemporizarmos com quem quer nos impor ditames incompreensíveis, o tempo do cinismo diplomático acabou porque, passados 50 anos, já vimos que pouco resultou e nenhuma mentalidade alterou".

Carlos Rodrigues prossegue a sua exposição, na página do Facebook, com uma "declaração de interesses" sobre Montenegro: "Amigo e com quem partilhei os corredores da Assembleia da República, uma boa escolha, confio nas suas intenções e no projeto que tem para o país". Porém, também diz: "Os interesses da Madeira são superiores a qualquer amizade individual ou interesse particular e nesse sentido, impõe-se o estabelecimento de acordos formais que balizem os apoios políticos e as premissas que os sustentam.

Que se apoie mas que esse apoio seja construído com base no cumprimento das condições estabelecidas, na salvaguarda dos direitos que nos têm sido sonegados e no respeito pela nossa identidade".







 
 
 

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