Assembleia chumbou classificação da casa de Lourdes Castro
- Henrique Correia

- há 6 minutos
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Sancha de Campanella: "Não classificar este património não é neutralidade institucional: é uma escolha política que sacrifica a identidade e a herança artística de Portugal (e da Madeira)".

A deputada socialista Sancha de Campanella lembrou hoje o chumbo da Assembleia Legislativa da Madeira, em junho de 2025, relativo à proposta de classificação da casa e jardim de Lourdes Castro como património de interesse público. "Denunciámos que o chumbo abriria caminho à sua venda".
Na realidade, é o que está a acontecer, como denunciou o historiador Emanuel Gaspar, revelando que a casa da artista, no Caniço, está à venda por 4,100 milhões de euros.
Sancha de Campanella diz ser "preocupante, quando passado um ano, damo-nos de conta, que afinal tínhamos razão. Estamos a falar da "derradeira obra" de uma das artistas portuguesas mais relevantes do século XX, um espaço de valor histórico, artístico e paisagístico incomparável — e, ainda assim, os interesses de curto prazo e a lógica especulativa do mercado imobiliário prevaleceram sobre a memória colectiva e a responsabilidade cultural que temos para com as gerações futuras".
A deputada do PS na Assembleia Regional afirma que "não classificar este património não é neutralidade institucional: é uma escolha política que sacrifica a identidade e a herança artística de Portugal (e da Madeira) em nome de conveniências circunstanciais. Quando permitimos que legado de tal magnitude se dissolva no mercado privado sem qualquer salvaguarda, estamos a hipotecar aquilo que verdadeiramente distingue este território — a sua cultura, a sua arte, a sua história — e a transmitir a mensagem de que, nesta Região, o património só importa quando não estorva o negócio".



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