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  • Foto do escritorHenrique Correia

Barreto diz que o CDS foi o "farol" do Governo


"Para o CDS, estarmos no Governo foi um teste que passámos. O CDS é, de facto, de confiança".



Na imagem vai atrás, mas no Governo Rui Barreto diz que o CDS foi o "farol".


O líder do CDS/PP Madeira sempre foi muito cauteloso relativamente a protagonismos da coligação com o PSD, mas sempre que pode lembra que, no fundo, a governação social democrata só se manteve no poder com a ajuda do CDS, em 2019, quando o PS-M fez o que parece irrepetível, tirou a maioria absoluta desde sempre do PSD-Madeira.

Hoje, em entrevista ao Económico, Rui Barreto, o responsável pelo CDS Madeira e secretário regional da Economia, não "despiu" os cuidados para evitar que se perca o foco no PSD e em Miguel Albuquerque, o líder social democrata madeirense e presidente do Governo. E não só evita atritos como até elogia Albuquerque.

Barreto sabe a "lição" de cor, evitou que acontecesse aqui na Madeira o que aconteceu ao partido a nível nacional onde "desapareceu" do Parlamento, acabando por integrar o Governo Regional e conseguindo, agora, um acordo de coligação pré eleitoral e com isso evita ir a votos diretamente, pelo menos garantindo mais quatro anos se CDS no topo.

Ao Económico, Rui Barreto diz que o CDS foi a garante da estabilidade do Governo, o que é natural porque deu à governação a maioria absoluta. Mas Barreto diz, também, que se fosse para usar uma imagem que traduzisse a presença do CDS no Governo Regional, utilizaria o "farol". Diz Barreto que o CDS foi o farol deste Governo de Miguel Albuquerque, uma espécie de sinal de orientação para a "navegação" governamental. "O CDS é um valor seguro. Foi estável m, não teve medo de correr riscos e de improvisar quando a situação exigia. Foi competente, soube ouvir, ceder, partilhar e trabalhar pelo coletivo. O CDS foi efetivamente um farol de estabilidade, uma referência", reforça o líder centrista madeirense.

Para Rui Barreto, que se sente "orgulhoso" pelo trabalho desenvolvido enquanto secretário regional da Economia, o importante não é saber se a proposta é do partido a ou do partido b, desde que seja boa para os madeirenses. "Para o CDS, estarmos no Governo foi um teste que passámos. O CDS é, de facto, de confiança", diz.

No pós eleições, onde está convencido na maioria absoluta, Rui Barreto diz que os partidos irão sentar-se à mesa para o programa de governo. E quanto a lugares, de novo cauteloso para não deixar "pontas soltas": "O meu foco é nas eleições e em ganhá-las".

Num contexto em que se assume como esse "farol" para Miguel Albuquerque, essencial para dar referência à governação do PSD, certamente que Rui Barreto pode estar a pensar, jogando para o futuro, naquela imagem popular "candeia que vai à frente alumia duas vezes".

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